Esse novo jogador do Santos deve ser um craque porque ele é filho do maior beque que eu vi jogar! Esse segmento argumentativo se apoia em um raciocínio falso, que é
- A)confundir a causa com o efeito.
Errada, porque não há relação de causa e efeito entre ser filho de um craque e necessariamente ser craque.
- B)confundir opinião e certeza.
Errada, porque o problema não é misturar opinião com certeza, e sim concluir com base numa semelhança indevida.
- C)trocar a realidade pela fantasia.
Errada, porque a frase não cria fantasia nem distorce a realidade de forma principal; ela erra na estrutura do raciocínio.
- D)realizar uma falsa analogia.
Certa, porque a conclusão se apoia numa comparação fraca entre o pai e o filho, típica de falsa analogia.
Gabarito: D
Aqui a banca testa um erro clássico de argumentação: a pessoa tenta provar uma conclusão por uma semelhança que não garante nada. Dizer que o novo jogador “deve ser um craque” só porque é filho de um grande jogador parece convincente, mas não passa de conversa de torcida: o talento do pai não se transfere automaticamente para o filho. Em lógica, isso é uma falsa analogia, isto é, comparar coisas que têm alguma semelhança superficial, mas sem base suficiente para sustentar a conclusão. Perceba o truque: o raciocínio usa uma relação familiar para sugerir qualidade esportiva. Só que parentesco não é prova de habilidade. O fato de alguém ser filho de um craque não autoriza concluir que ele também seja craque. É como dizer que, porque um ótimo cozinheiro teve um filho, esse filho necessariamente cozinha bem. Não cola. Por isso, o gabarito é a letra D. A inferência está apoiada numa analogia inadequada, que parece lógica na superfície, mas falha no essencial. Em provas da FGV, esse tipo de questão costuma cobrar exatamente a identificação do tipo de raciocínio defeituoso, mais do que a análise do conteúdo em si. Resumo de bolso: se a frase conclui algo por uma semelhança frágil, sem relação realmente probatória, pense em falsa analogia.