Assinale a frase em que houve troca indevida da preposição antes do pronome relativo.
- A)Servir à pátria é um dever de que não podemos fugir.
Certa: o verbo "fugir" rege a preposição "de", e "de que" está adequadamente empregado.
- B)O livro é um meio cultural a que não podemos prescindir.
Errada: "prescindir" exige a preposição "de", então o correto seria "de que", e não "a que".
- C)O Rio é o próximo destino para onde devemos ir.
Certa: a ideia de destino admite a estrutura com "para onde", sem quebra de regência.
- D)O filme, de cujo nome você se lembrou, é “O Mistério”.
Certa: "lembrar-se" rege a preposição "de", e "de cujo nome" está corretamente construído.
- E)São fracos os argumentos em que o ministro se apoiou.
Certa: "apoiar-se" pede a preposição "em", logo "em que" está adequado.
Gabarito: B
A questão cobra a regência verbal e, por consequência, a preposição que deve aparecer antes do pronome relativo. Em português, o verbo ou nome exige uma determinada preposição, e quando ele vem antes de um relativo, essa preposição não some por mágica: ela continua ali, só que grudada ao pronome. É aquele momento em que a gramática não aceita improviso. Na alternativa B, o verbo "prescindir" pede preposição "de". Logo, o correto seria "O livro é um meio cultural de que não podemos prescindir". Como apareceu "a que", houve troca indevida da preposição, e é isso que torna a frase errada. As demais alternativas respeitam a regência: "fugir de", "ir para/ a", "lembrar-se de" e "apoiar-se em". O ponto central, então, é identificar a preposição exigida pelo termo regente e verificar se ela foi mantida diante do pronome relativo. Em prova, a banca costuma misturar regência com pronome relativo para ver se você escorrega justamente na preposição. Aqui, a regra é simples: se o verbo pede "de", não adianta colocar "a" só para deixar a frase mais bonita. A gramática não se impressiona com estilo.