A guerra nunca deve ser vista como uma solução num problema entre dois países, mas como um fracasso de negociações, porque ela traz prejuízos imensos, mesmo para o vencedor. As consequências tocam em muitos e diversos espaços: não somente há mortes de civis e militares, mas também profundas alterações na situação econômica, politica e sanitária de um país por décadas. Trata-se de um texto argumentativo contrário a guerras. O principal argumento do autor é
- A)sua própria experiência em guerras passadas;
Errada, porque o texto não menciona experiência pessoal do autor, e sim uma argumentação baseada nas consequências da guerra.
- B)a evidência dos prejuízos causados pela guerra;
Certa, porque o autor sustenta sua posição com os prejuízos concretos e amplos causados pela guerra.
- C)a situação atual de países já envolvidos em guerras;
Errada, porque o texto não fala de casos específicos ou da situação atual de países em guerra, mas de um argumento geral.
- D)a ausência total de fundamentos éticos para o conflitos;
Errada, porque o foco do texto não é discutir princípios éticos de forma abstrata, e sim os efeitos práticos da guerra.
- E)a preferência vantajosa por soluções negociadas.
Errada, porque a preferência por negociações aparece como ideia de fundo, mas não é o principal argumento desenvolvido.
Gabarito: B
O texto é argumentativo porque apresenta uma tese clara: a guerra não resolve problemas entre países, e sim revela o fracasso das negociações. Para sustentar essa ideia, o autor não apela para emoção vazia, mas para consequências concretas e amplas: mortes, prejuízos econômicos, alterações políticas e danos sanitários que se prolongam por anos. Em redação e interpretação, isso costuma aparecer como argumento por evidência ou por consequência prática. Perceba a lógica: se a guerra gera perdas enormes até para quem “vence”, então ela não pode ser vista como solução. O autor constrói a defesa da sua posição mostrando efeitos negativos observáveis, o que dá força persuasiva ao texto. Em textos dissertativo-argumentativos, esse tipo de raciocínio é muito comum: a tese vem acompanhada de fatos, efeitos ou provas do mundo real. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Ela resume exatamente o principal argumento do autor: a evidência dos prejuízos causados pela guerra. Não se trata de experiência pessoal do autor, nem de discutir moralidade abstrata, nem de comparar com negociações mais vantajosas, embora isso apareça de forma secundária na ideia geral. Em provas da FGV, vale sempre procurar o núcleo argumentativo do texto: qual é a razão central usada para convencer o leitor? Aqui, essa razão é bem objetiva e concreta, baseada nas consequências negativas da guerra. É o famoso caso em que o texto não quer só opinar, quer mostrar por que a opinião faz sentido.