← Questões de Português

Português · FGV · 2023

Questão comentada de Português

Em todas as opções abaixo aparecem duas frases, que foram reescritas em uma só frase com o auxílio do pronome relativo “cujo”; a frase em que isso foi feito de forma inadequada, é:

Gabarito: D

O pronome relativo "cujo" é o queridinho das questões de morfologia porque ele parece simples, mas cobra precisão. Ele serve para ligar duas ideias e marcar relação de posse, concordando com o substantivo que vem depois dele. Em outras palavras: "cujo" não pode ser tratado como um enfeite qualquer da frase; ele exige encaixe sintático e sentido coerente. A regra prática é esta: o termo antes de "cujo" vira o antecedente, e o substantivo depois de "cujo" é o núcleo que vai concordar com ele. Assim, você obtém construções como "o escritor cuja obra admiro" ou "o aluno cujos pais viajaram". A banca FGV adora testar se você percebe esse encaixe sem cair na tentação de montar frases bonitas, mas mal construídas. No item D, a reescrita ficou inadequada porque o original não expressa posse de modo natural entre "livro" e "leitura". A ideia de "indicado para leitura" foi transformada em "cuja leitura foi indicada", mas isso altera o sentido e força uma relação possessiva que não era o melhor caminho para unir as frases. Além disso, a segunda parte ficou solta e não foi integrada de modo correto pela estrutura com "cujo". As demais alternativas mantêm a relação de posse ou pertinência de forma adequada: carteira do turista, atuação dos jogadores, carro do motorista e obra do escritor. Moral da história: com "cujo", você precisa de sentido de posse e de construção sintática bem amarrada. Se a frase parece elegante, mas o vínculo não fecha, a FGV já está sorrindo no canto.

Continue treinando

Questões relacionadas