Assinale a opção em que houve uma modificação de uma oração reduzida para uma desenvolvida, de forma adequada.
- A)Antes de os relógios existirem, todos tinham tempo. / Antes de que os relógios existam, todos tinham tempo.
Errada, porque “antes de que os relógios existam” altera inadequadamente a correlação temporal e não reproduz a construção reduzida original com naturalidade e correção.
- B)O microscópio serve somente para confundir-nos ainda mais. / O microscópio serve somente para que nos confundíssemos ainda mais.
Errada, porque a passagem para “que nos confundíssemos” exige ajuste de tempo e modo incompatível com a ideia presente em “servir para confundir-nos”.
- C)Nenhuma invenção é perfeita ao nascer. / Nenhuma invenção é perfeita em seu nascimento.
Errada, porque não há aqui transformação de oração reduzida em desenvolvida, mas apenas mudança de uma expressão nominal para outra semelhante.
- D)Televisão – um monólogo colorido que não deixa ninguém conversar. / Televisão – um monólogo colorido que não deixa que ninguém converse.
Certa, porque “que não deixa ninguém conversar” foi corretamente desenvolvida em “que não deixa que ninguém converse”, com conjunção e verbo finito adequados.
Gabarito: D
A questão cobra a passagem de uma oração reduzida para uma desenvolvida. A oração reduzida costuma vir com verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio, sem conectivo explícito; a desenvolvida, por sua vez, aparece com conjunção e verbo em forma finita. Em outras palavras: sai o formato enxuto, entra a oração “completa”, mas sem mudar o sentido nem quebrar a correção gramatical. Na alternativa correta, a estrutura “que não deixa ninguém conversar” foi transformada adequadamente em “que não deixa que ninguém converse”. Aqui, a redução estava no infinitivo (“conversar”) e a forma desenvolvida foi feita com a conjunção integrante “que” e verbo no presente do subjuntivo (“converse”), que é a construção natural depois de “não deixa que...”. As demais opções escorregam na forma verbal ou na equivalência sintática. Em prova da FGV, esse tipo de item costuma cobrar não só a ideia de redução/desenvolvimento, mas também a concordância do modo e do tempo verbal depois da conversão. A regra prática é: a conversão precisa manter a relação semântica e obedecer à regência da expressão principal. Portanto, o gabarito é a letra D, porque houve conversão correta de uma forma reduzida em infinitivo para uma oração desenvolvida, com conectivo adequado e verbo no modo exigido pela estrutura.