Assinale a opção em que o vocábulo mais tem valor de quantidade e não de intensidade.
- A)Rico não é quem mais tem, é quem menos precisa.
Certa, porque em "quem mais tem" o "mais" indica quantidade de bens ou posses, e não intensidade.
- B)É mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
Errada, porque em "mais fácil" o termo intensifica o adjetivo "fácil", indicando grau comparativo.
- C)Abaixo para o inferno ou acima para a glória, quem caminha só, caminha mais depressa.
Errada, porque em "mais depressa" o "mais" intensifica a ideia de velocidade, não de quantidade.
- D)Só os mais ricos e os muito pobres se permitem comer com as mãos.
Errada, porque em "os mais ricos" o "mais" marca grau superlativo do adjetivo "ricos", isto é, intensidade.
Gabarito: A
A palavra "mais" pode funcionar de jeitos diferentes na frase. Às vezes ela indica intensidade, como em "mais fácil", "mais rápido", "mais bonito". Em outras, ela aponta quantidade, como em "mais dinheiro", "mais pessoas" ou "quem mais tem". A banca gosta muito de testar essa diferença com frases de aparência parecida. Na opção A, o "mais" está ligado ao verbo "ter": "quem mais tem". Aqui a ideia não é de intensidade, mas de quantidade, isto é, quem possui maior soma, maior volume, maior patrimônio. Em termos práticos, o sentido é "quem tem mais coisas". Já nas outras alternativas, o "mais" não mede quantidade. Em B, "mais fácil" indica grau de facilidade, portanto intensidade. Em C, "mais depressa" indica velocidade, também intensidade. Em D, "os mais ricos" aponta grau do adjetivo "ricos", isto é, intensidade, não quantidade. Então, a chave da questão é perceber se o "mais" responde à pergunta "quanto?" ou se apenas reforça uma qualidade. Quando ele acompanha um verbo de posse, como em A, tende a marcar quantidade. É o tipo de detalhe que a FGV adora: uma palavrinha pequena, mas com enorme vontade de confundir.