Em muitos verbos, as formas do infinitivo e do futuro do subjuntivo são idênticas; assinale a frase abaixo em que a forma sublinhada exemplifica o futuro do subjuntivo e não o infinitivo.
- A)É preciso reaver o tempo perdido.
Errada: "reaver" está no infinitivo, funcionando como nome da ação em "É preciso".
- B)Ao contrariar o diretor, a situação ficou perigosa.
Errada: "contrariar" está no infinitivo, introduzido pela preposição "ao", com valor temporal/circunstancial.
- C)Se chegar a tempo, poderá fazer a prova.
Certa: "chegar" está no futuro do subjuntivo, pois aparece em oração condicional iniciada por "se".
- D)Não há como inscrever-se depois do prazo.
Errada: "inscrever-se" está no infinitivo, após a construção "não há como", sem valor de condição futura.
- E)Houve necessidade de estudar mais.
Errada: "estudar" está no infinitivo, regido por "necessidade de", com função nominal.
Gabarito: C
O ponto da questão é simples: muitas formas verbais coincidem no infinitivo e no futuro do subjuntivo, e a diferença aparece pelo contexto. O infinitivo costuma vir com valor de nome da ação, muito usado depois de preposição, locuções e expressões como "é preciso", "ao", "sem", "para", "depois de". Já o futuro do subjuntivo aparece em ideia de condição, tempo futuro ou hipótese, geralmente ligado a orações introduzidas por "se", "quando", "enquanto", "logo que". Na frase correta, "Se chegar a tempo, poderá fazer a prova", o verbo "chegar" está numa oração condicional introduzida por "se". Isso pede futuro do subjuntivo: a ideia é "quando você vier a chegar" ou "caso chegue". Não é um infinitivo solto, porque aqui não há valor nominal da ação; há uma condição para a ocorrência da segunda ação. Perceba o truque: a mesma forma "chegar" poderia ser infinitivo em contextos como "é preciso chegar cedo". Mas, com "se", a leitura muda completamente. É o tipo de detalhe que a FGV adora, porque ela testa se você olha só para a forma ou para a função no enunciado. Na gramática tradicional, isso é regra clássica de uso do futuro do subjuntivo em oração subordinada adverbial condicional. As demais alternativas trazem infinitivo: "reaver", "contrariar", "inscrever-se" e "estudar" estão com valor de ação nomeada, dependendo de regência, preposição ou construção impessoal. Ou seja, o verbo até pode parecer o mesmo, mas o contexto entrega tudo.