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Português · FGV · 2023

Questão comentada de Português

Em muitos verbos, as formas do infinitivo e do futuro do subjuntivo são idênticas; assinale a frase abaixo em que a forma sublinhada exemplifica o futuro do subjuntivo e não o infinitivo.

Gabarito: C

O ponto da questão é simples: muitas formas verbais coincidem no infinitivo e no futuro do subjuntivo, e a diferença aparece pelo contexto. O infinitivo costuma vir com valor de nome da ação, muito usado depois de preposição, locuções e expressões como "é preciso", "ao", "sem", "para", "depois de". Já o futuro do subjuntivo aparece em ideia de condição, tempo futuro ou hipótese, geralmente ligado a orações introduzidas por "se", "quando", "enquanto", "logo que". Na frase correta, "Se chegar a tempo, poderá fazer a prova", o verbo "chegar" está numa oração condicional introduzida por "se". Isso pede futuro do subjuntivo: a ideia é "quando você vier a chegar" ou "caso chegue". Não é um infinitivo solto, porque aqui não há valor nominal da ação; há uma condição para a ocorrência da segunda ação. Perceba o truque: a mesma forma "chegar" poderia ser infinitivo em contextos como "é preciso chegar cedo". Mas, com "se", a leitura muda completamente. É o tipo de detalhe que a FGV adora, porque ela testa se você olha só para a forma ou para a função no enunciado. Na gramática tradicional, isso é regra clássica de uso do futuro do subjuntivo em oração subordinada adverbial condicional. As demais alternativas trazem infinitivo: "reaver", "contrariar", "inscrever-se" e "estudar" estão com valor de ação nomeada, dependendo de regência, preposição ou construção impessoal. Ou seja, o verbo até pode parecer o mesmo, mas o contexto entrega tudo.

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