Assinale a frase que mostra marcas de linguagem popular.
- A)O prólogo é a parte mais importante de um livro. Até os críticos costumam lê-lo.
Errada: é uma frase de tom formal e explicativo, sem marcas de oralidade popular.
- B)Livros são apenas árvores repletas de rabiscos.
Errada: a metáfora é forte, mas a construção continua literária e não popular.
- C)Um livro é uma janela por onde escapamos.
Errada: trata-se de linguagem poética e culta, sem traços de fala coloquial.
- D)Não tem livros morais nem livros imorais. Há apenas livros bem escritos ou mal escritos.
Certa: traz construção mais coloquial, com marcas de linguagem popular e tom de fala corrente.
- E)Palavras sem pensamentos não vão aos céus.
Errada: é uma frase sentenciosa e literária, de registro culto, não popular.
Gabarito: D
A questão pede que você identifique a frase com marcas de linguagem popular, isto é, mais coloquial, com jeito de fala do dia a dia. Em provas da FGV, isso costuma aparecer por meio de construções menos formais, mais próximas da oralidade, como a ausência de rigor sintático típico da norma culta escrita. Na frase da alternativa D, o trecho "Não tem livros morais nem livros imorais" chama atenção justamente por esse tom mais falado. Em vez de uma construção mais formal, a frase usa um jeito simples e direto de expressão, muito parecido com o português espontâneo. Isso dá a ela uma marca de informalidade, que é o que a questão quer perceber. As demais alternativas mantêm um registro mais literário, ensaístico ou sentencioso, sem essa feição popular. Elas podem ser metafóricas ou filosóficas, mas não trazem a mesma marca de oralidade. Ou seja, não basta a frase ser bonita ou figurada: o ponto é o modo de dizer. Então, o gabarito é a D porque ela apresenta a construção mais próxima da linguagem coloquial/popular. Em termos de gramática normativa, não há erro obrigatório ali, mas há um traço estilístico de fala corrente, e é isso que a banca está cobrando.