Assinale a opção em que houve a substituição adequada do termo coloquial sublinhado por um formal correspondente.
- A)Temos que fazer sacrifícios de cabo a rabo, ou seja, do governo até o operário / continuamente.
Errada, porque “de cabo a rabo” significa “de ponta a ponta”, “inteiramente”, e não “continuamente”.
- B)Se o demônio com seus cascos e chifres chegar e disser: - Posso dar uma mão? Eu respondo: - Entra em forma aí e vai ajudando / auxiliar.
Certa, porque “dar uma mão” é uma expressão coloquial com sentido de “ajudar”, “auxiliar”.
- C)Minha bola de cristal está pifada / enganosa.
Errada, porque “pifada” quer dizer “estragada”, “com defeito”, e não “enganosa”.
- D)O Brasil é um investimento, uma fazenda que o homem da cidade comprou, lá nos confins do Judas, para ganhar dinheiro / em lugar satânico.
Errada, porque “nos confins do Judas” indica lugar muito distante ou isolado, e não “em lugar satânico”.
- E)Só agora é que meus ex-funcionários tiraram o pé da lama / se atrasaram.
Errada, porque “tirar o pé da lama” significa melhorar de vida ou sair de situação difícil, e não “se atrasaram”.
Gabarito: B
A questão trabalha a substituição de expressões coloquiais por equivalentes mais formais, algo muito comum em interpretação e reescrita de texto. A ideia é perceber se o sentido foi preservado e se a nova expressão realmente corresponde ao uso idiomático original, sem exagero nem troca de significado. Em provas da FGV, o cuidado maior é com expressões populares, gírias e locuções fixas. Muitas vezes o candidato olha para a alternativa e escolhe uma palavra “bonita”, mas que não significa a mesma coisa. Aqui, portanto, o segredo é reconhecer o valor real da expressão coloquial no contexto. A alternativa B é a correta porque “dar uma mão” significa ajudar, auxiliar. A substituição por “auxiliar” mantém exatamente o sentido da expressão original, com registro mais formal e adequado à proposta do item. As demais alternativas falham porque trocam o sentido ou propõem uma equivalência forçada. Em português, equivalência lexical não é só parecer formal: precisa conservar o significado e o valor expressivo. Em concurso, isso é o que separa a leitura apressada da leitura precisa.