Assinale a opção em que a substituição de um termo por um pronome pessoal foi feita de forma correta.
- A)Os jornais informaram ao público que amanhã será feriado. / Os jornais informaram-lhe de que amanhã será feriado.
Errada: a substituição não preserva adequadamente a estrutura de regência de "informar", deixando a construção menos precisa do ponto de vista sintático.
- B)Nunca mais viram o palhaço apresentando-se na TV. / Nunca mais viram-no apresentando-se na TV.
Errada: embora haja pronome oblíquo, a forma apresentada não realiza a substituição de modo correto na estrutura com gerúndio.
- C)Deram a ele a informação errada. / Deram-no a informação errada.
Errada: "a ele" não pode ser simplesmente trocado por "no" nessa frase, porque o complemento exigido pelo verbo não é objeto direto.
- D)Disseram ao policial que a informação estava errada. / Disseram-lhe que a informação estava errada.
Certa: "ao policial" é objeto indireto e pode ser corretamente retomado por "lhe".
Gabarito: D
A troca de um termo por pronome pessoal precisa respeitar a regência do verbo e a função sintática do termo substituído. Em português, os pronomes oblíquos átonos como lhe, o, a, no e na não entram por sorte: cada um conversa com um tipo de complemento. Se você troca o termo errado, a frase até parece elegante, mas a gramática entrega a trapalhada. Na alternativa D, isso foi feito corretamente: em "Disseram ao policial que a informação estava errada", o termo "ao policial" funciona como objeto indireto do verbo dizer. Ao substituí-lo por "lhe", a estrutura fica certinha: "Disseram-lhe que a informação estava errada". O sentido permanece, a regência é mantida e o pronome substitui exatamente o complemento preposicionado. O ponto importante é este: "lhe" retoma complemento introduzido por preposição, normalmente equivalente a "a ele", "para ele". Já "o", "a", "no" e "na" costumam substituir objeto direto. Em prova, a banca adora misturar isso com verbos de dupla regência, para ver se você troca o pronome como quem troca peça de quebra-cabeça sem olhar o formato. Então, em resumo, a correta é a D porque o termo foi substituído por um pronome pessoal adequado à função que ele exercia na frase. As demais alternativas escorregam justamente nessa relação entre verbo, complemento e pronome.