Assinale a opção que caracteriza corretamente o tipo de narrativa indicada no início.
- A)Narrativa fantástica: o narrador mantém um duplo olhar sobre a realidade, com fatos estranhos e de difícil explicação.
Correta: descreve a narrativa fantástica como a convivência entre o real e o estranho, com fatos de difícil explicação.
- B)Narrativa histórica: o narrador indica fatos intrigantes e misteriosos, resolvidos, ou não, pela investigação feita por um personagem destacado.
Errada: narrativa histórica trata de acontecimentos do passado e não de fatos intrigantes resolvidos por investigação.
- C)Narrativa de aventuras: o narrador aborda fatos do cotidiano, com dados precisos, localizados em um local e em determinada época.
Errada: narrativa de aventuras destaca ações e peripécias, não fatos do cotidiano com dados precisos de tempo e lugar.
- D)Narrativa realista: o narrador concentra-se em sua própria história, revivendo episódios de seu passado.
Errada: o foco na própria história e na revivência do passado caracteriza narrativa autobiográfica, não realista.
- E)Narrativa autobiográfica: a atenção do narrador se volta para fatos futuros, com projeções científicas.
Errada: atenção ao futuro e projeções científicas remetem à ficção científica, não à autobiografia.
Gabarito: A
Quando a questão fala em "tipo de narrativa", ela quer que você reconheça o jeito como a história é apresentada: que tipo de universo existe, qual é o foco do narrador e que efeito de sentido aparece logo no início. Em prova, a banca costuma misturar nomes parecidos para ver se você confunde fantasia, realismo, autobiografia e aventura. A narrativa fantástica é aquela em que o narrador não fecha a porta para o impossível: a realidade parece comum, mas surgem fatos estranhos, inexplicáveis ou sobrenaturais, criando um duplo olhar sobre o mundo. Você lê e pensa: "isso pode ser real ou não?". Esse suspense entre o natural e o insólito é justamente a marca principal. Por isso o gabarito é a alternativa A. Ela descreve corretamente a narrativa fantástica ao mencionar o duplo olhar sobre a realidade e os fatos estranhos, de difícil explicação. As demais opções trocam conceitos básicos de teoria narrativa: história, cotidiano, memória pessoal e futuro científico aparecem embaralhados, mas nenhum deles define narrativa fantástica. Na linguagem de concurso, vale guardar a ideia central: narrativa fantástica não é só "coisa estranha"; é a convivência entre o real e o impossível sem explicação fechada. Esse é o tipo de detalhe que a FGV adora cobrar, com cara de texto simples e pegadinha conceitual escondida no enunciado.