Todas as frases a seguir tiveram o sujeito posposto pluralizado; assinale a opção em que essa pluralização provocou um erro gramatical.
- A)Ocorreu, nos meses de janeiro e fevereiro, uma alta inesperada da inflação. / Ocorreu, nos meses de janeiro e fevereiro altas inesperadas da inflação.
Errada, porque o sujeito foi pluralizado, mas o verbo permaneceu no singular, gerando erro de concordância verbal.
- B)Surgiu, na década passada, novo gênero de dança de salão. / Surgiram, na década passada, novos gêneros de dança de salão.
Certa, pois o verbo foi corretamente para o plural para concordar com o sujeito plural posposto.
- C)Vai aparecer no céu, este final de semana, um sinal do cometa. / Vão aparecer no céu, este final de semana, sinais do cometa.
Certa, já que “vão aparecer” concorda adequadamente com o sujeito plural “sinais”.
- D)Avise-me sempre que existir corte de energia. / Avise-me sempre que existirem cortes de energia.
Certa, porque “existirem” está corretamente flexionado no plural em concordância com “cortes de energia”.
Gabarito: A
Quando o sujeito vem depois do verbo, muita gente acha que ele pode “passar batido” na concordância. Mas não: o verbo continua tendo de concordar com o sujeito, esteja ele antes ou depois. Então, se o núcleo do sujeito vai para o plural, o verbo normalmente também vai para o plural: “surgiram”, “vão aparecer”, “existirem” etc. Isso é a concordância verbal básica, prevista pela gramática normativa, e muito cobrada em questões da FGV. Na questão, todas as frases foram montadas com o sujeito posposto e pluralizado. A armadilha estava em manter o verbo no singular quando o sujeito passou a ser plural. Na alternativa A, a forma pluralizada ficou com “Ocorreu” e depois apareceu “altas inesperadas da inflação”. O problema é que o sujeito plural exige “ocorreram”, não “ocorreu”. As demais alternativas acompanham corretamente a mudança do sujeito para o plural: “surgiram novos gêneros”, “vão aparecer sinais”, “existirem cortes”. Ou seja, a pluralização não atrapalhou a concordância nelas. A FGV adora esse jogo de espelho: muda o sujeito, e você precisa perceber se o verbo também foi junto ou ficou preguiçoso no singular.