Uma das características marcantes de um texto informativo é a sua objetividade. Assinale a opção em que a segunda estruturação da frase é mais objetiva que a primeira.
- A)Foi decidido que essa lei seria emendada. / Nós decidimos emendar essa lei.
Errada, porque "Nós decidimos" torna a frase mais pessoal e menos objetiva do que a construção impessoal "Foi decidido".
- B)O conserto do carro custou caro. / Consertou-se o carro, o que custou caro.
Errada, porque a segunda frase é mais pesada e menos direta, além de manter a ideia de maneira menos objetiva e mais explicativa.
- C)O autor do livro concedeu ontem uma entrevista. / Aquele que escreveu o livro concedeu uma entrevista ontem.
Errada, porque "Aquele que escreveu o livro" é uma formulação mais longa e menos direta do que "O autor do livro".
- D)Nossa empresa só considerará os recursos dos candidatos detentores de um diploma universitário. / Só serão considerados os recursos dos candidatos detentores de um diploma universitário.
Certa, porque a segunda frase é mais impessoal e concentra a informação no fato, o que aumenta a objetividade.
- E)Três encomendas foram despachadas ontem. / Nosso serviço de encomendas despachou três ontem.
Errada, porque "Nosso serviço de encomendas" introduz um sujeito mais marcado e menos neutro do que a construção anterior.
Gabarito: D
Em textos informativos, a objetividade costuma aparecer quando a frase evita marcas muito pessoais, como "eu", "nós", "nosso" ou construcoes que destacam demais quem pratica a ação. Em vez disso, a frase tende a focar no fato, no processo ou no resultado. Isso deixa a mensagem mais neutra, direta e impessoal. Na questão, a segunda formulação da alternativa D é mais objetiva porque troca "Nossa empresa só considerará" por "Só serão considerados". Repare no efeito: sai a marca de posse e de sujeito explicitamente identificado, e entra uma construção impessoal na voz passiva sintética, que desloca a atenção para os recursos dos candidatos, e não para quem faz a seleção. Esse é um movimento clássico de redação oficial e de textos informativos: reduzir a presença do emissor e aumentar a impessoalidade. Não é regra de lei aqui, mas é um princípio muito usado em textos administrativos, jornalísticos e acadêmicos, justamente para dar mais neutralidade ao enunciado. As outras alternativas fazem o contrário ou mantêm a mesma ideia com menos objetividade. A banca da FGV costuma cobrar esse tipo de comparação fina entre estrutura gramatical e efeito de sentido, então vale observar quando a frase fica mais direta e quando ela fica mais "falada" ou mais centrada em quem age.