“A mãe de David fumava durante toda a gravidez, por isso seu filho nasceu fraco e com peso baixo”. O argumento lógico racional que foi empregado nesse pequeno texto pode ser caracterizado como
- A)raciocínio por analogia.
Errada, porque não há comparação entre casos parecidos, mas sim uma explicação causal.
- B)apelo à generalização.
Errada, pois o texto não amplia uma ideia a partir de vários exemplos; ele aponta uma causa específica para um efeito específico.
- C)testemunho de autoridade.
Errada, porque não há citação de especialista, instituição ou fonte de autoridade.
- D)relação causa/consequência.
Certa, pois o texto liga o hábito da mãe ao efeito no filho por uma relação de causa e consequência.
- E)estrutura lógica dedutiva.
Errada, porque não se trata de uma conclusão formal derivada de premissas, mas de uma explicação causal simples.
Gabarito: D
Aqui a banca quer que voce reconheca o tipo de encadeamento entre as ideias. O texto faz uma ligação direta entre um fato anterior e um resultado: a mãe fumava durante a gravidez e, por isso, o bebê nasceu fraco e com baixo peso. Isso é o esquema clássico de causa e consequência, em que um evento é apresentado como motivo de outro. Perceba que não há comparação com outro caso, nem citação de especialista, nem uma conclusão tirada de premissas gerais em forma de prova formal. O que existe é uma relação explicativa simples: um comportamento da mãe é apontado como causa do efeito observado no filho. Em leitura de texto, esse tipo de relação aparece muito em narrativas, textos expositivos e argumentos cotidianos. Por isso o gabarito está na letra D. A frase usa um conectivo explicativo e causal, "por isso", que sinaliza exatamente essa passagem de causa para consequência. Em termos de interpretação, voce deve sempre observar os marcadores linguísticos que entregam a lógica do enunciado. Se quiser uma regra pratica: quando o texto diz que algo aconteceu e depois mostra o resultado como efeito desse fato, pense em causa e consequência primeiro. É o tipo de raciocínio mais comum em questões da FGV quando ela quer testar leitura fina, sem inventar moda.