O célebre ministro inglês Winston Churchill disse: “Gatos nos olham com superioridade. Cachorros nos olham com docilidade. Só os porcos nos olham como iguais.” A afirmativa adequada sobre os componentes desse pensamento é
- A)o olhar dos porcos mostra o ser humano como desprezível.
Certa, porque o olhar dos porcos, na frase, coloca o ser humano em condição de igualdade, sem destaque ou superioridade.
- B)os olhares dos gatos e dos cães se assemelham.
Errada, porque a frase opõe os olhares de gatos e cães, mostrando sentidos diferentes, e não semelhança.
- C)os gatos se sentem superiores aos cães.
Errada, porque a citação não trata do sentimento dos gatos, mas do modo como eles olham o ser humano.
- D)os cães se mostram superiores aos homens.
Errada, porque a docilidade dos cães não indica superioridade, mas submissão ou mansidão.
- E)os porcos se sentem inferiores a cães e gatos.
Errada, porque a frase não fala de porcos se sentindo inferiores; fala do olhar deles sobre o ser humano.
Gabarito: A
A questão trabalha interpretação de texto com base em uma frase de efeito, ou seja, uma afirmação curta que depende muito da leitura do sentido figurado. Aqui, Winston Churchill atribui aos animais comportamentos simbólicos: gatos olham com superioridade, cães com docilidade e porcos como iguais. O ponto central é perceber o valor associado a cada olhar, sem literalidade exagerada. Quando ele diz que só os porcos olham o ser humano como iguais, a ideia é que esse olhar retira a posição de destaque do homem e o coloca no mesmo nível do animal. Em outras palavras, o porco não enxerga o ser humano como ser superior ou intocável, mas como semelhante. É uma provocação irônica, típica de frases de impacto. Por isso, a alternativa A é a correta: se os porcos olham o ser humano como iguais, o efeito de sentido é mostrar o ser humano sem superioridade, quase reduzido ao mesmo patamar dos demais seres. A frase não fala de zoologia, claro, e sim de perspectiva, valor e hierarquia simbólica. Em prova da FGV, esse tipo de leitura exige você captar o subentendido, não apenas repetir as palavras do enunciado. Não há fundamento legal ou jurisprudencial específico aqui, porque a questão é de interpretação textual e semântica. O caminho é o bom e velho: entender o sentido global da fala e o efeito produzido por cada imagem.