Em todas as opções abaixo ocorre a presença do advérbio “não” seguido de verbo. Assinale a frase em que foi feita adequadamente a substituição do termo sublinhado por um só verbo.
- A)O TSE não permite a entrada de celulares na cabine de votação / proíbe.
Correta, porque "não permite a entrada" equivale semanticamente a "proíbe a entrada", com mesma ideia de vedação.
- B)O cliente não seguiu as recomendações do advogado / abandonou.
Errada, pois "não seguiu as recomendações" não significa "abandonou", já que seguir recomendações é diferente de desistir ou largar algo.
- C)A Prefeitura não liberou os documentos para a nova construção / interditou.
Errada, porque "não liberou os documentos" não corresponde a "interditou"; o verbo muda o sentido para impedimento formal, não mera negativa de liberação.
- D)O aluno não respondeu à professora / contestou.
Errada, pois "não respondeu" não quer dizer "contestou"; contestar é responder com objeção, e a frase original só informa ausência de პასუხa.
- E)Não acreditamos nas promessas de políticos / recusamos.
Errada, porque "não acreditamos nas promessas" não se transforma em "recusamos"; não crer é diferente de recusar.
Gabarito: A
A questão explora a substituição de uma locução verbal negativa por um verbo que traga a mesma ideia central do enunciado. Em provas da FGV, isso costuma exigir precisão semântica: não basta trocar por um verbo parecido, ele precisa manter o sentido de negação, recusa, vedação, indeferimento ou proibição, conforme o contexto. Aqui, o foco está no valor do enunciado inteiro, e não só em uma palavra isolada. Na alternativa A, "O TSE não permite a entrada de celulares na cabine de votação" foi bem resumida por "proíbe", porque o verbo "proibir" concentra exatamente a ideia de impedir, vedar, vedação normativa. A frase original não fala em sugerir, aconselhar ou simplesmente não autorizar por descuido; ela expressa uma restrição objetiva, institucional, e "proíbe" faz essa síntese com naturalidade e correção. As outras opções escorregam no sentido. "Não seguiu as recomendações" não é o mesmo que "abandonou"; "não liberou os documentos" não equivale a "interditou"; "não respondeu" não significa "contestou"; e "não acreditamos" não é sinônimo de "recusamos". Ou seja, a banca quer que você perceba a equivalência semântica, não apenas uma relação vaga de oposição. Em resumo: a chave é manter a ideia original com um verbo único e adequado ao contexto. Quando o enunciado diz que alguém "não permite", muitas vezes o melhor verbo de substituição é aquele que já carrega a noção de vedar ou impedir. Aqui, a síntese ficou perfeita com "proíbe".