Nas opções abaixo há um vocábulo sublinhado; para esse vocábulo foi proposta uma substituição por outro de mesmo sentido básico, mas de maior intensidade. Assinale a opção em que a substituição proposta está inadequada, por não representar algo mais intenso.
- A)Pescar é chato, a não ser que você pegue um peixe, aí então é repugnante / asqueroso.
Correta, porque "repugnante" é mais intenso do que "chato", mantendo a ideia de rejeição.
- B)A loteria é um imposto para aqueles que são ruins em Matemática / péssimos.
Correta, porque "péssimos" intensifica "ruins" sem mudar o sentido central.
- C)Em cada homem gordo está preso um homem magro, querendo desesperadamente se libertar / obeso.
Correta, porque "obeso" é mais forte do que "gordo" e conserva a mesma base semântica.
- D)Em cada homem gordo está preso um homem magro, querendo desesperadamente se libertar / esquelético.
Correta, porque "esquelético" é mais intenso do que "magro".
- E)Glória é fugaz, mas a obscuridade é eterna / permanente.
Errada, porque "permanente" não é mais intenso do que "fugaz"; trata-se de outro sentido, não de gradação.
Gabarito: E
A questão trabalha sinonímia com gradação de intensidade. A banca não quer apenas uma palavra de sentido parecido, mas uma opção mais forte, mais carregada, como quando "ruim" vira "péssimo" ou "chato" vira "repugnante". É quase um aumento de volume semântico: o núcleo do sentido fica, mas a força cresce. Nas alternativas A, B, C e D, a troca mantém a ideia básica e intensifica o valor da palavra original. "Chato" passa a uma avaliação bem mais pesada; "ruins" ganha a ideia de algo muito pior; "gordo" pode ser elevado a "obeso"; e "magro" a "esquelético". Tudo isso segue a lógica de gradação, muito cobrada pela FGV. Já em E, a troca de "fugaz" por "permanente" não funciona como aumento de intensidade. "Fugaz" significa passageiro, breve, e "permanente" significa duradouro, estável. Ou seja, a relação entre as palavras não é de intensidade crescente, mas de mudança de sentido, quase de contraste temporal. Por isso, o gabarito é E: a substituição proposta não representa algo mais intenso, e sim outro valor semântico. Em prova, fique atento a esse truque clássico da FGV: ela adora brincar com gradação, mas só aceita como correta a troca que preserve o sentido básico e suba o tom.