Uma das características da textualidade é a coerência; a opção abaixo que mostra coerência, é:
- A)Um contrato verbal não vale o papel em que está escrito;
É uma frase contraditória e paradoxal, pois opõe fala e escrita de modo impróprio, sem apresentar uma ideia logicamente organizada.
- B)Quem tudo quer, tudo perde;
Correta, porque é um provérbio coerente e de sentido lógico, com relação clara entre ambição excessiva e fracasso.
- C)Nunca faça previsões, especialmente para o futuro;
Há incoerência proposital, já que a frase manda não fazer previsões e, ao mesmo tempo, faz uma previsão sobre o futuro.
- D)O crítico de futebol está sempre certo porque só opina quando o jogo termina;
A afirmação é irônica e generalizante, criando um raciocínio artificioso que não sustenta coerência interna.
- E)Não seja supersticioso – dá azar.
A frase se contradiz de forma humorística, porque condena a superstição usando exatamente a lógica supersticiosa do azar.
Gabarito: B
Coerência é a qualidade do texto que faz as ideias conversarem entre si, sem contradição interna e com sentido lógico. Em prova, a banca costuma cobrar isso por meio de frases curtas, provérbios ou ditos populares, porque aí fica fácil perceber se a mensagem “fecha” ou se se desmente sozinha. A alternativa B traz uma ideia coerente: quem deseja tudo, acaba não conseguindo nada. É um provérbio de sentido lógico e estável, sem choque entre a afirmação e a conclusão. A frase apresenta uma relação compreensível entre excesso de ambição e fracasso, o que mantém a unidade de sentido. As demais opções brincam com contradição, ironia ou paradoxos. Elas até podem ter graça, mas não servem como exemplo de coerência plena, porque a estrutura semântica se apoia em negação do próprio enunciado ou em raciocínio tortuoso. Em língua portuguesa, coerência é justamente isso: o texto não pode “brigar com ele mesmo”. Por isso, o gabarito é B. Ela é a única que expressa uma ideia claramente coerente, isto é, compatível consigo mesma e com a lógica do enunciado.