Um poeta romano escreveu: “Ninguém olha para o que há diante dos pés. Todos olham para as estrelas”. Considerando-se que se trata de um pensamento moralizante, o sentido da frase é o de que os homens:
- A)desprezam o presente em função de um futuro promissor;
Errada, porque a frase não fala de futuro promissor, mas de uma fuga da realidade imediata para algo idealizado.
- B)não observam a realidade, preferindo os sonhos;
Certa, porque expressa exatamente a crítica a quem ignora o que está diante de si e prefere viver voltado para sonhos e ilusões.
- C)consideram os obstáculos da vida, mas preferem a poesia;
Errada, porque não há contraste entre obstáculos e poesia, e sim entre realidade concreta e visão idealizada.
- D)em lugar de pessimistas, procuram ser realistas;
Errada, porque a frase não trata de pessimismo ou realismo, mas da tendência de desconsiderar o presente e a realidade.
- E)encontram problemas na vida, mas os resolvem facilmente.
Errada, porque não há ideia de solução fácil de problemas; o foco está na falta de atenção ao real.
Gabarito: B
Esta questão trabalha interpretação de texto com valor moralizante, isto é, uma frase que traz uma reflexão sobre a conduta humana. Quando o poeta diz que ninguém olha para o que está diante dos pés, mas todos olham para as estrelas, ele faz uma crítica ao comportamento de quem vive distraído com ideais distantes, sonhos ou ilusões, e deixa de perceber a realidade imediata. Em outras palavras, a imagem contrapõe o que é concreto e próximo ao que é abstrato e distante. Em prova da FGV, a leitura precisa ser bem objetiva: a frase não está elogiando o sonho, nem falando de otimismo, nem de pessimismo. Ela aponta uma tendência humana de ignorar o que está à vista e de preferir o que está no plano das fantasias. Por isso, a ideia central é a de pessoas que não observam a realidade, preferindo os sonhos. O gabarito é a letra B porque ela resume exatamente esse contraste entre realidade concreta e fuga para o idealizado. O sentido moralizante é de crítica: olhar só para as estrelas pode soar poético, mas, aqui, significa não enxergar o chão onde se pisa. É aquela velha situação de quem vive tão encantado com o horizonte que tropeça no próprio caminho.