Um casal pretendia assistir a determinado filme, mas, à porta do cinema, para sua surpresa, havia uma fila incomensurável de pessoas nos guichês. Diante disso, o marido declarou: – Puxa! Eu esqueci que eram férias das crianças! Com essa frase, o marido indica que:
- A)não gostaria de ter vindo em função do grande número de crianças na plateia;
Errada: o marido não diz que não gostaria de ter vindo, apenas identifica a causa da fila.
- B)arrependeu-se de não ter trazido o filho para o cinema;
Errada: não há arrependimento por não ter trazido o filho; essa ideia não aparece na fala.
- C)lembrou-se de que o filme a ser assistido era destinado especialmente ao público infantil;
Errada: a frase não menciona o filme como infantil, mas sim as férias das crianças.
- D)se enganou na opção do filme a ser assistido em função de informações incompletas dos jornais;
Errada: não há indicação de engano na escolha do filme nem de informação incompleta dos jornais.
- E)entendeu a razão do grande número de pessoas nas filas.
Certa: ele percebeu que a fila grande se explica pelo fato de ser férias das crianças.
Gabarito: E
A questão explora interpretação de texto e inferência: você não precisa de informação escondida, mas de perceber a relação de causa e efeito no enunciado. O casal encontrou uma fila enorme no cinema, e o marido logo associa isso a um detalhe do contexto: férias escolares. Em português, entender um enunciado muitas vezes é ligar as pistas do texto ao mundo real, sem inventar nada além do que foi sugerido. A frase "Eu esqueci que eram férias das crianças!" mostra que ele entendeu por que havia tanta gente: nas férias, muitas crianças ficam livres para ir ao cinema, o que aumenta a lotação. Ou seja, ele não está reclamando do filme, nem dizendo que errou a escolha. Ele apenas percebe a explicação da cena que viu diante dele. Por isso, o gabarito é a alternativa E. A ideia central é a inferência: o personagem compreende a causa da fila incomensurável. Em provas da FGV, é comum a banca cobrar essa leitura fina do texto, em que uma fala simples revela uma conclusão do personagem, e não necessariamente um julgamento ou arrependimento.