“Essa constante reclamação dos consumidores impede que haja produtos semelhantes no mercado”; a forma verbal sublinhada poderia ser substituída, mantendo-se a correção e o significado original, por
- A)possam existirem.
Errada, porque mistura dois verbos que exigem construções diferentes e ainda traz uma forma sem correção padrão.
- B)possa existir.
Errada, porque "possa existir" não concorda com o sujeito plural "produtos semelhantes".
- C)possam haver.
Errada, porque "haver" no sentido de existir é impessoal e não admite plural, além de a construção ficar inadequada.
- D)possa haverem.
Errada, porque "haverem" é forma incorreta nesse contexto: o verbo "haver" com sentido de existir fica no singular.
- E)possam existir.
Certa, porque "existir" concorda com o sujeito plural "produtos semelhantes", mantendo o sentido e a correção.
Gabarito: E
Aqui a chave é lembrar que o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal. Isso significa que ele fica sempre no singular: "haja", "havia", "haverá". Na frase, "impede que haja produtos semelhantes" quer dizer, em linguagem direta, que impede a existência de produtos semelhantes no mercado. Quando você substitui haver por existir, a regra muda, porque existir é verbo pessoal e concorda com o sujeito. Como o sujeito é "produtos semelhantes" (plural), o verbo deve ir para o plural: "possam existir". Fica assim: "Essa constante reclamação dos consumidores impede que possam existir produtos semelhantes no mercado." A correção gramatical e o sentido original continuam intactos. É o tipo de questão em que a banca gosta de ver se você não tropeça no velho "haver = singular obrigatório". Resumo prático: se for haver com sentido de existir, não flexiona; se trocar por existir, a concordância volta a mandar no jogo.