Uma prova de concurso público trazia o seguinte segmento, sobre o qual se deveria fazer uma redação de tipo argumentativo: “Nós não nos educamos ao mesmo tempo que nos divertimos” era a opinião de um famoso filósofo francês. Tendo por base a sua experiência, você concorda ou discorda dessa opinião? O segmento abaixo que NÃO mostra ligação coerente ou lógica com o tema abordado é:
- A)os jogos eletrônicos podem ser educativos;
Está coerente, porque jogos eletrônicos podem unir entretenimento e aprendizado, dialogando com o tema.
- B)muitas sátiras procuram moralizar a sociedade;
Está coerente, pois a sátira pode divertir e ao mesmo tempo criticar ou moralizar a sociedade.
- C)o jogo de xadrez desenvolve o raciocínio;
Está coerente, já que o xadrez é um jogo que desenvolve raciocínio e mostra aprendizagem ligada ao lazer.
- D)a poesia acrescenta beleza à vida humana;
Está errada no tema, porque fala da beleza da poesia, mas não liga essa ideia à relação entre divertir-se e educar-se.
- E)as piadas podem nos levar à reflexão.
Está coerente, porque a piada pode divertir e também provocar reflexão, conectando-se ao assunto proposto.
Gabarito: D
A questão cobra coerência temática: você deve escolher o trecho que conversa com a ideia de que é possível aprender, formar senso crítico ou desenvolver valores enquanto se diverte. Em redação argumentativa, a banca gosta de ver se você percebe a “ponte” entre o tema e os exemplos usados. Se o exemplo ajuda a sustentar a tese de que diversão e aprendizado podem andar juntos, ele faz sentido no conjunto. Por isso, jogos, sátiras, xadrez e piadas podem ser conectados ao tema. Eles mostram que atividades lúdicas podem ensinar, provocar reflexão ou desenvolver habilidades intelectuais. Já um trecho que fala apenas de beleza na vida humana sem ligar isso a diversão, educação, reflexão ou formação de ideias fica solto no texto. O gabarito é a letra D porque “a poesia acrescenta beleza à vida humana” até é uma afirmação verdadeira e positiva, mas não estabelece relação lógica direta com a tese discutida. Falta o elo entre poesia e o ponto central do enunciado, que é aprender ou refletir enquanto se diverte. Em prova da FGV, isso costuma ser decisivo: não basta a frase ser bonita, ela precisa servir ao argumento. Em resumo: o critério não é se a alternativa é boa em si, mas se ela ajuda a sustentar o tema proposto. Aqui, a banca quer que você elimine o item que foge da linha argumentativa, mesmo que seja uma ideia agradável de ler.