“Todos aqueles que devem deliberar sobre quaisquer questões devem manter-se imunes ao ódio e à simpatia, à ira e ao sentimentalismo.” Tratando-se de um pensamento dirigido àqueles que julgam, o seu autor recomenda que eles:
- A)pratiquem a caridade em relação ao próximo;
Errada, porque o texto não trata de caridade, mas de imparcialidade ao julgar.
- B)deixem de lado, no julgamento, questões pessoais;
Certa, pois a recomendação é afastar sentimentos e preferências pessoais da decisão.
- C)não abandonem o sentimento ao julgarem;
Errada, porque o texto pede justamente o contrário: não se deixar conduzir pelo sentimento.
- D)considerem sempre a realidade do próximo;
Errada, pois a frase não fala em considerar a realidade do próximo, e sim em neutralidade emocional.
- E)privilegiem sempre a verdade.
Errada, porque a ênfase está na isenção do julgador, não em privilegiar a verdade como oposição direta ao enunciado.
Gabarito: B
A frase pede uma postura de imparcialidade de quem vai deliberar ou julgar. Quando o texto diz que essas pessoas devem se manter imunes ao ódio, à simpatia, à ira e ao sentimentalismo, a ideia central é simples: decidir sem deixar sentimentos pessoais contaminarem o julgamento. Em prova da FGV, isso costuma aparecer como a exigência de afastar tudo o que desvie a análise objetiva do caso. Perceba que o enunciado não fala em ser frio por ser frio, nem em ignorar a realidade, a verdade ou a caridade. O foco está em eliminar fatores subjetivos que atrapalham a decisão. Em outras palavras, quem julga não pode levar para a balança suas preferências, antipatia, paixão ou emoção do momento. Por isso, a alternativa correta é a B: o autor recomenda que eles deixem de lado, no julgamento, questões pessoais. É exatamente isso que significa estar imune ao ódio, à simpatia, à ira e ao sentimentalismo: julgar com distanciamento e isenção. Esse tipo de leitura é bem típico da interpretação textual em concurso: você não procura uma palavra igual, mas a ideia equivalente. Aqui, a equivalência semântica está na noção de neutralidade afetiva e objetividade na deliberação.