“Qual é a verdadeira extensão da vida humana?” é um exemplo de frase em discurso direto que, se colocada em discurso indireto, deveria estar reescrita do seguinte modo: “Ele perguntou qual era a verdadeira extensão da vida humana”. Assinale a pergunta a seguir que está corretamente reescrita em discurso indireto.
- A)Qual é o seu nome? / Ele perguntou qual era o nome dela.
Correta: há mudança adequada de "é" para "era" e de "seu" para "dela", preservando o sentido da pergunta no discurso indireto.
- B)Onde Pedro foi ontem? / Ele perguntou onde Pedro ia ontem.
Errada: além de trocar indevidamente o tempo verbal, "ontem" não combina com "ia" e a reescrita não respeita o encadeamento temporal.
- C)Bernardo chegará amanhã? / Ele perguntou se Bernardo chegava amanhã.
Errada: em pergunta direta, o verbo no futuro exigiria ajuste mais cuidadoso, e a frase ainda fica com problema de concordância temporal ao usar "chegava".
- D)Eles foram ontem ao cinema? / Ele perguntou se eles vão ontem ao cinema.
Errada: mantém "ontem" com "vão", o que quebra a coerência temporal e mostra falta de adaptação do discurso direto.
- E)Qual o preço pago pelo livro? / Ele perguntou qual seria o preço pago pelo livro.
Errada: a transformação não está impecável, pois "seria" altera indevidamente a relação original e a frase fica artificial no contexto do discurso indireto.
Gabarito: A
A passagem do discurso direto para o indireto exige atenção a três coisas: mudança de pessoa, ajuste de tempo verbal e, muitas vezes, troca de pronomes e advérbios de tempo. Em prova, a banca gosta de testar se você percebe que a frase continua com o mesmo sentido, mas sem as aspas da fala original. Aqui, a pergunta em discurso direto é "Qual é o seu nome?". No discurso indireto, ela vira uma oração subordinada introduzida por "ele perguntou qual era o nome dela", com mudança de "é" para "era" e de "seu" para "dela", porque quem fala não está reproduzindo literalmente a fala, e sim relatando-a. O gabarito A está correto porque mantém a estrutura da pergunta e faz as adaptações necessárias: verbo no passado, pronome possessivo adequado e ordem natural da frase. É a famosa ideia de que, no indireto, a fala sai do modo "ao vivo" e entra no modo "relato". Vale lembrar a regra clássica da gramática normativa: verbo de elocução + conjunção integrante ou pronome interrogativo, com concordância temporal compatível com o verbo introdutor. Em FGV, a armadilha costuma estar justamente na manutenção indevida do tempo verbal ou dos pronomes.