Um célebre orador latino disse certa vez: “É preciso comer para viver e não viver para comer”. Esse pensamento critica os que
- A)fazem regimes ou seguem dietas.
Errada, porque fazer regime ou seguir dieta é justamente controlar a alimentação, e a frase critica o excesso, não a moderação.
- B)comem além do que é necessário.
Certa, porque a expressão critica quem come além do necessário, invertendo a lógica de que comer é apenas para viver.
- C)gostam mais de doces que de salgados.
Errada, porque a frase não trata de preferência por tipos específicos de alimento, mas de exagero no ato de comer.
- D)possuem grandes estoques de comida em casa.
Errada, porque ter muitos alimentos em casa não é o alvo da crítica; o problema está no comportamento de comer em excesso.
- E)vivem na cozinha a maior parte de seu tempo.
Errada, porque passar muito tempo na cozinha não é, por si só, o sentido da frase, que critica a gula e a excessiva valorização da comida.
Gabarito: B
A frase "é preciso comer para viver e não viver para comer" traz uma ideia de equilíbrio: a comida é meio de sobrevivência, não o centro da vida. Em interpretação de texto, você deve olhar para o sentido global da expressão, e não para uma leitura literal ou exageradamente restrita. Aqui, o orador critica quem inverte a ordem natural das coisas e transforma a alimentação em excesso ou obsessão. Perceba que o verbo "viver" aparece duas vezes em oposição: comer é necessário para viver, mas viver para comer indica prioridade errada. O alvo da crítica são as pessoas que comem mais do que precisam, por prazer desmedido, gula ou falta de moderação. Em linguagem mais simples: quem faz do prato o chefe da casa. Por isso, o gabarito é a letra B. A frase não fala de dieta, tipo de alimento, estoque de comida ou tempo passado na cozinha. Ela aponta para o exagero no ato de comer, isto é, para o consumo além do necessário. Esse tipo de questão é muito comum em interpretação: a banca quer ver se você capta a ideia central, as oposições e o tom crítico do enunciado. O foco é a relação de sentido, não uma associação superficial com comida.