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Português · FGV · 2022

Questão comentada de Português

“Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela que a conseguiu mas todas as outras que vieram antes.” A primeira frase do texto - Quando nada parece ajudar, (...) - mostra uma situação de crise íntima. A lição de vida dada pelo cortador de pedras mostra o valor da

Gabarito: A

O texto trabalha com uma imagem simples, mas poderosa: a pedra só se abre depois de muitas marteladas. A ideia central não é sorte, nem talento instantâneo, nem milagre de última hora. O foco está em continuar tentando mesmo quando o resultado ainda não aparece. Isso é bem típico de questões de interpretação da FGV: ela gosta de pegar uma metáfora bonita e cobrar a leitura do valor humano por trás dela. Quando o enunciado fala em crise íntima, a resposta emocional é clara: a pessoa olha para um exemplo de resistência para não desistir. O cortador de pedras mostra que o efeito final depende de repetição, constância e resistência diante da frustração. Em outras palavras, não é a batida isolada que resolve, mas o conjunto de tentativas anteriores. Por isso, o gabarito é a alternativa A, perseverança. Perseverar é manter o esforço mesmo sem ver resultado imediato, e o texto inteiro gira exatamente em torno dessa lição. A cena ensina que o sucesso pode vir depois de muitas tentativas invisíveis, o que combina perfeitamente com esse valor. Se você pensar na lógica do trecho, a última martelada parece a heroína da história, mas o texto faz questão de corrigir essa impressão: foi o acúmulo das outras que preparou a abertura da pedra. É uma bela forma de dizer que continuar é muitas vezes mais importante do que acertar de primeira.

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