Assinale a frase abaixo que não exemplifica uma interrogação indireta.
- A)Queria descobrir quem fez isso.
Certa, porque “quem fez isso” aparece encaixado na oração principal como pergunta indireta introduzida por “descobrir”.
- B)Não sei por que chove tanto.
Certa, pois “por que chove tanto” é uma interrogação indireta subordinada ao verbo “sei”.
- C)Eles nunca mostram quanto custa o seguro.
Certa, porque “quanto custa o seguro” expressa uma pergunta embutida na oração principal.
- D)Eu vi quando eles chegaram.
Errada, porque “quando eles chegaram” aqui indica tempo, funcionando como oração subordinada adverbial temporal, e não como pergunta indireta.
- E)Eles desconhecem onde ele mora.
Certa, já que “onde ele mora” é uma pergunta indireta dependente de “desconhecem”.
Gabarito: D
Interrogação indireta é aquela pergunta que aparece “dentro” de outra frase, sem aquele formato clássico de pergunta com ponto de interrogação. Em vez de dizer diretamente “Quem fez isso?”, a frase vem encaixada em verbos como saber, querer, descobrir, perguntar, ignorar, mostrar, etc. Nesses casos, costuma aparecer pronome ou advérbio interrogativo: quem, que, por que, quanto, quando, onde. O ponto principal é este: na interrogação indireta, a oração continua sendo interrogativa no sentido de conteúdo, mas a estrutura fica subordinada a outra oração. Por isso, frases como “Não sei por que chove tanto” e “Eles desconhecem onde ele mora” trazem perguntas embutidas, mesmo sem sinal de interrogação. A alternativa D foge desse padrão. Em “Eu vi quando eles chegaram”, o verbo “ver” não introduz uma dúvida, uma pergunta ou uma curiosidade; ele apenas informa o que foi observado. Aqui, “quando eles chegaram” funciona como oração subordinada adverbial temporal, indicando o momento do fato, e não uma interrogação indireta. Ou seja, não há pergunta escondida, há apenas marcação de tempo. Então, a chave é perguntar: a expressão introduz uma dúvida/pergunta ou só indica tempo, modo, lugar, quantidade? Se for só indicação circunstancial, não é interrogação indireta. A banca gosta justamente dessa troca de função, porque o mesmo “quando” pode parecer interrogativo, mas nem sempre é.