Observe a seguinte frase: “Nosso colega chegou bonitão à formatura”. Nesse caso, a forma aumentativa
- A)mostra significado crítico, fazendo pouco da roupa do colega.
Errada: não há ironia nem sentido crítico na frase, mas sim elogio à aparência do colega.
- B)equivale a uma forma superlativa do adjetivo.
Certa: "bonitão" tem valor intensificativo e funciona como superlativo expressivo de "bonito".
- C)indica um exagero na forma de vestir-se do colega.
Errada: a frase não fala de exagero na maneira de vestir-se, mas da aparência em sentido amplo.
- D)denuncia inveja por parte do enunciador da frase.
Errada: não há indicação de inveja do enunciador, apenas apreciação positiva.
- E)destaca o orgulho da turma pela aparência do primo.
Errada: a frase não trata de orgulho da turma nem menciona primo, então essa leitura foge totalmente do enunciado.
Gabarito: B
Nesta frase, a palavra "bonitão" não está funcionando só como aumentativo de "bonito" no sentido literal de tamanho. Em português, muitos aumentativos e diminutivos ganham valor expressivo, afetivo ou enfático, e podem acabar se aproximando de uma ideia de intensidade. É aquele momento em que a gramática sai do neutro e entra no modo "capricha no comentário". Aqui, "bonitão" indica que o colega chegou muito bonito, com destaque especial na aparência. Portanto, a forma aumentativa equivale a uma ideia superlativa, isto é, de intensificação do adjetivo. Não se trata de tamanho, nem de crítica, nem de inveja: trata-se de reforço de qualidade. Esse uso é bem comum na morfologia do português: o sufixo aumentativo pode ter valor afetivo, pejorativo ou intensificativo, dependendo do contexto. Em termos gramaticais, a palavra deixa de ser apenas "aumentada" e passa a funcionar como uma forma de realce do adjetivo. Por isso o gabarito B está correto: "bonitão" equivale a algo como "muito bonito", funcionando como superlativo expressivo. Em prova, a banca gosta justamente dessa leitura contextual, e não de uma interpretação mecânica do sufixo.