Assinale a frase que não se estrutura com base em uma comparação.
- A)A saúde é como a porcelana: se não tomar cuidado, quebra.
Há comparação explícita entre a saúde e a porcelana, marcada por "como".
- B)Todas as doenças são como visões: aparecem quando menos se espera.
A frase compara doenças e visões, usando "como" para aproximar as duas ideias.
- C)Tal qual o médico, as enfermeiras devem cuidar do corpo e da alma.
Há comparação por paralelismo, com "tal qual" equivalendo a "como".
- D)Os hospitais, assim como os hotéis, só recebem gente em trânsito.
A expressão "assim como" introduz comparação entre hospitais e hotéis.
- E)O cliente nunca sabe como chegar a curar-se sozinho.
Não há comparação aqui; "como" indica modo, na ideia de "de que maneira chegar a curar-se".
Gabarito: E
A comparação é um recurso muito comum na sintaxe e na construção do sentido: ela aproxima dois termos para destacar semelhança, geralmente com marcas como "como", "tal qual", "assim como" e equivalentes. Em prova, a banca adora misturar comparação verdadeira com outros usos da palavra "como", porque "como" não serve só para comparar - ele também pode indicar modo, causa, conformidade ou até introduzir pergunta indireta. Nas alternativas A, B, C e D, a relação comparativa aparece de forma clara: há um termo sendo aproximado de outro para reforçar uma ideia de semelhança. Já em "O cliente nunca sabe como chegar a curar-se sozinho", o "como" não compara o cliente a nada. Ele introduz a ideia de maneira, isto é, o modo de chegar a se curar sozinho. Por isso, o gabarito é a letra E: a frase não se organiza com base em comparação, mas em valor de modo. É um ótimo exemplo de pegadinha clássica da FGV, que explora o polivalente "como" para ver se você identifica a função sintática e semântica correta no contexto.