A frase que se estrutura em linguagem formal, sem exemplos de linguagem coloquial, é:
- A)Me sinto como Cristóvão Colombo, pois sobrevivi a seis casamentos e agora descobri a mim mesma;
Errada, porque usa linguagem coloquial e informal, com tom de fala espontânea e construção pouco cuidada.
- B)O lugar dos brasileiros é no Brasil, não na Europa;
Certa, porque apresenta frase formal, objetiva e sem marcas de oralidade ou linguagem coloquial.
- C)Se a economia tivesse muito boa, se todo mundo tivesse ganhando muito bem, ninguém ia querer saber de eleição;
Errada, porque traz várias marcas de fala informal, como construções populares e sintaxe típica da oralidade.
- D)Pagar a dívida externa com a desgraça interna não dá pé;
Errada, porque inclui expressão coloquial (“não dá pé”), que tira a formalidade da frase.
- E)A gente está neste mundo por pura bondade de Deus.
Errada, porque a expressão “a gente” é característica de linguagem coloquial, embora comum na fala do dia a dia.
Gabarito: B
A questão pede para reconhecer a frase escrita em linguagem formal, isto é, sem marcas típicas da fala coloquial, como gírias, construções muito orais, contrações populares e expressões informais. Em provas da FGV, costuma-se observar se a frase mantém uma estrutura mais neutra, direta e gramaticalmente cuidada, sem o jeitão de conversa de bar ou de desabafo espontâneo. A alternativa B é a correta porque traz uma frase simples, objetiva e sem traços de oralidade: “O lugar dos brasileiros é no Brasil, não na Europa.” Aqui a construção é padrão, com vocabulário neutro e sintaxe limpa. Não há recursos de informalidade, nem desvios que imitem fala popular. Já as demais alternativas exibem marcas bem claras de linguagem coloquial. Há expressões como “me sinto”, “agora descobri a mim mesma”, “se a economia tivesse muito boa”, “ninguém ia querer saber”, “não dá pé” e “a gente está”, que aproximam o enunciado da fala cotidiana. Em outras palavras: a banca quer que você identifique a frase com cara de redação formal, não de conversa informal. Em interpretação de texto, esse tipo de questão exige atenção ao registro linguístico. A ideia não é procurar a frase mais bonita, mas a que melhor respeita a norma-padrão e evita marcas de oralidade. Aqui, a banca da FGV foi direta: formalidade sem enfeite, sem gíria e sem improviso.