Assinale a frase em que se comete um erro gramatical.
- A)É urgente a necessidade de a encomenda chegar.
Correta: a construção “a necessidade de a encomenda chegar” está de acordo com a norma-padrão, sem crase indevida.
- B)A maioria dos estudantes viajaram.
Correta: com o coletivo “maioria”, o verbo pode ir ao plural para enfatizar os membros do grupo, como em “a maioria dos estudantes viajaram”.
- C)Era meio-dia e meio quando eles chegaram.
Errada: em referência a hora exata, o esperado é “meia”, não “meio”, por concordância na locução de tempo.
- D)Há tempos eu não os vejo.
Correta: “há tempos” usa corretamente o verbo haver com sentido de tempo decorrido, equivalente a “faz tempos”.
- E)Cheguei à praia antes dos demais.
Correta: há crase em “à praia” porque ocorre a fusão da preposição exigida pelo verbo com o artigo feminino.
Gabarito: C
Nesta questão, a banca explora concordância nominal e verbal, além de um detalhe clássico de regência e crase em construções do dia a dia. Em prova, essas frases parecem “normais” porque soam bem na fala, mas a norma-padrão cobra precisão cirúrgica. O erro está na alternativa C porque, ao indicar hora exata com “meio-dia”, o termo deve concordar com a referência correta: o natural é dizer “era meio-dia e meia”, já que “meia” retoma a ideia de meia hora. “Meio” fica como advérbio em expressões como “meio cansado”, mas aqui a locução de tempo pede a forma feminina, por tradição gramatical consolidada. As demais alternativas estão adequadas: em A, a estrutura “a necessidade de a encomenda chegar” está correta, pois o artigo “a” não se funde com a preposição “de”; em B, há concordância possível com o núcleo “maioria”, que pode atrair o verbo para o plural quando se destaca o conjunto de estudantes; em D, “há tempos” é uso correto do verbo haver com sentido de tempo decorrido; e em E, a crase em “à praia” está certinha, porque há preposição “a” exigida por “cheguei” e artigo feminino “a”. Resumo de prova: quando aparecer hora exata, artigo antes de infinitivo ou locução temporal com “haver”, vale revisar com calma. A FGV adora esse tipo de frase que parece inocente, mas esconde um pequeno tropeço de concordância.