Assinale a opção que apresenta o pensamento que se apoia em uma analogia que não aparece explicada.
- A)As carreiras, como os foguetes, nem sempre são lançadas conforme o programado.
Errada, porque a comparação entre carreiras e foguetes vem explicada pela ideia de que nem sempre tudo acontece como planejado.
- B)A inteligência é como ferro: sem usar, enferruja.
Errada, porque a analogia é desenvolvida pela explicação de que a inteligência, sem uso, perde sua eficácia, como o ferro enferruja.
- C)Os funcionários públicos são como livros: os mais úteis ficam no alto.
Errada, porque a relação entre funcionários públicos e livros é explicitada pela ideia de que os mais úteis ficam em posição mais alta.
- D)A beleza é como uma flor, ou mais propriamente, uma rosa.
Certa, porque a frase apenas aproxima beleza e rosa sem explicar claramente o motivo da analogia.
- E)A vida é como uma bicicleta de muitas marchas; a maioria delas nunca são usadas.
Errada, porque a comparação com a bicicleta é explicada pelo fato de muitas marchas existirem, mas a maioria não ser usada.
Gabarito: D
A questão trabalha com analogia, isto é, uma comparação entre dois elementos para produzir um efeito de sentido. Em provas da FGV, o ponto-chave costuma ser perceber se a comparação foi apenas feita ou se ela foi também explicada. Quando a analogia vem acompanhada de uma justificativa, a frase “se explica sozinha” e fica mais completa para o leitor. Nas alternativas, quase todas fazem a comparação e ainda deixam clara a relação entre os termos. Isso ajuda você a perceber a lógica interna da frase: não basta dizer que uma coisa é como outra, é preciso mostrar o motivo da aproximação. É aquele detalhe clássico de interpretação: a banca adora testar quem lê a imagem, e não só a superfície do texto. Na alternativa D, a frase diz que a beleza é como uma flor, ou mais propriamente, uma rosa. Aqui a comparação não aparece explicada, porque o enunciado apenas substitui uma imagem por outra ainda mais específica, sem desenvolver o motivo da analogia. Não há explicitação do traço comum entre beleza e rosa, apenas uma aproximação metafórica direta. Por isso, o gabarito é D. As demais alternativas apresentam uma analogia com explicação do ponto de contato entre os elementos, enquanto D fica só na imagem, sem desenvolver a relação. Em interpretação de texto, isso faz toda a diferença: analogia pode ser bonita, mas, para a FGV, ela gosta mesmo é de ver a comparação mastigadinha.