A opção abaixo que exemplifica um raciocínio analógico, é:
- A)A Internet permite nossa comunicação rápida com muitas pessoas ao redor do mundo;
Errada, porque apresenta apenas uma afirmação sobre a função da Internet, sem comparação entre duas situações para formar um raciocínio por semelhança.
- B)Choveu muito durante toda a madrugada; as ruas devem estar inundadas;
Errada, porque há relação de causa e consequência: a chuva forte leva à previsão de ruas inundadas.
- C)Da mesma forma que nos aprofundamos em ciências, devíamos aprofundar-nos em humanidades;
Certa, porque usa a estrutura comparativa "da mesma forma que" para estabelecer semelhança entre dois campos e defender uma conclusão por analogia.
- D)Depois dos 80, tudo nos lembra outra coisa;
Errada, porque é uma observação geral sobre a memória na velhice, sem comparação entre casos que sustente um raciocínio analógico.
- E)Quem não levar dinheiro na carteira, que ponha mel nos lábios.
Errada, porque é um provérbio com sentido figurado, mas não formula uma analogia argumentativa entre duas situações.
Gabarito: C
Raciocínio analógico é aquele em que você compara duas ideias, mostrando que a relação entre elas é semelhante. Em prova, costuma aparecer com estrutura do tipo “assim como... também...”, “da mesma forma que...”, “do mesmo modo que...”. A chave não é apenas juntar frases bonitas, e sim estabelecer uma comparação entre situações para concluir que, se algo vale num caso, algo parecido deve valer no outro. Na alternativa correta, a frase faz exatamente isso: compara o aprofundamento nas ciências com o aprofundamento nas humanidades. Ou seja, a lógica é de paralelismo comparativo: se valorizamos uma área do conhecimento, deveríamos valorizar a outra na mesma medida. Isso é raciocínio analógico porque usa uma semelhança entre dois domínios para defender uma conclusão. As demais opções não fazem isso. Algumas trazem causa e efeito, outras simples previsão, outras provérbio, mas não há comparação estrutural entre dois termos para construir o argumento. Em banca FGV, fique atento: ela adora disfarçar analogia com frases de aparência elegante, mas o que manda é a relação lógica entre as partes. Em resumo, analogia não é enfeite de linguagem, é um tipo de raciocínio por semelhança. Se a frase diz, em essência, “assim como acontece em um caso, deve acontecer em outro”, você está diante do mecanismo pedido.