Abaixo estão frases com raciocínios indutivos; a opção em que a conclusão apontada é fruto de uma generalização é:
- A)O computador do TSE tem alta capacidade de contabilização, por isso deve encerrar as eleições em pouco tempo;
Errada: a conclusão é uma previsão baseada em uma característica do computador, não uma generalização a partir de casos observados.
- B)O livro sobre citações de autores célebres é grosso e bem encadernado, além de caro, por isso não deve vender muito;
Errada: a conclusão é uma suposição sobre vendas, sem base explícita em vários casos particulares que permitam generalização.
- C)Um cachorro salvou a vida de seu dono, avisando-o sobre o risco de desabamento da casa; vou providenciar a adoção de um cachorro para cá;
Errada: há uma analogia emocional entre um caso concreto e uma decisão pessoal, e não uma generalização.
- D)Na escola de meu filho mediram a altura de meninos e meninas e chegaram à conclusão de que as mulheres estão crescendo mais do que os homens;
Certa: parte de uma medição em um grupo específico e extrapola para uma conclusão geral sobre homens e mulheres.
- E)Os táxis passaram a adotar a política dos supermercados, ou seja, oferecendo preços mais baratos e aumentando o número de clientes, o que se mostrou uma política de sucesso.
Errada: a frase estabelece uma relação de causa e efeito e usa um exemplo de sucesso, mas não generaliza a partir de vários casos.
Gabarito: D
Raciocínio indutivo é aquele em que você observa casos particulares e, a partir deles, tira uma conclusão mais ampla. Em provas de Português, a banca gosta de misturar esse tipo de raciocínio com conclusões apressadas, analogias e causalidades meio “criativas”. A chave é perguntar: a conclusão veio de um exemplo isolado, de uma comparação ou de uma regra geral tirada de vários dados? Na alternativa correta, a letra D, a conclusão é fruto de uma generalização. Houve uma observação concreta na escola do filho do narrador, com medição de meninos e meninas, e daí se concluiu algo amplo sobre homens e mulheres em crescimento. Ou seja, saiu de um recorte pequeno para uma afirmação geral. Isso é exatamente o movimento típico da indução por generalização. O detalhe importante é que generalizar não é o mesmo que provar. A frase até pode soar plausível, mas logicamente ela extrapola o que foi medido: de um grupo específico, tira uma conclusão sobre uma população inteira. Em raciocínio indutivo, isso é clássico e, em prova, costuma aparecer como o passo que mais denuncia a resposta. As outras alternativas fazem outros tipos de salto: previsão, suposição ou analogia. Então, se a pergunta é qual conclusão nasceu de uma generalização, você procura a passagem do particular para o geral. É esse o truque da questão.