“Algumas vezes o melhor meio de convencer alguém que está errado é deixá-lo seguir seu caminho”. Abaixo foram propostas substituições para termos desse pensamento; a substituição adequada é:
- A)“Algumas vezes” = “Frequentemente”.
Errada, porque "algumas vezes" não significa "frequentemente", já que indica ocorrência eventual, não habitual.
- B)“de convencer alguém” = “de convenção de alguém”.
Errada, porque "convencimento" não é o sentido de "convenção" e a expressão proposta fica semanticamente inadequada.
- C)"de convencer alguém” = “de convencimento a alguém”.
Errada, porque a regência de "convencimento" não se faz com "a alguém"; a construção proposta soa artificial e incorreta.
- D)“que está errado” = de que está errado.
Certa, porque "convencer" admite a estrutura "convencer alguém de que...", mantendo a regência adequada.
- E)“deixa-lo seguir” = deixar-lhe a sequência.
Errada, porque "deixa-lo seguir" não equivale a "deixar-lhe a sequência"; houve troca de sentido e construção inadequada.
Gabarito: D
A questão trabalha regência verbal e nominal, além do valor sintático das estruturas do enunciado. Em português, o verbo "convencer" pede complemento com a preposição "de" quando a ideia é convencer alguém de alguma coisa: convencer alguém de que está errado, por exemplo. Por isso, a troca de "que está errado" por "de que está errado" mantém a correção gramatical e preserva o sentido da frase. Perceba que a frase original já está bem construída: "o melhor meio de convencer alguém que está errado" soa truncada, porque, nesse contexto, o natural é ligar o verbo ao conteúdo da convicção com a preposição adequada. É aquela situação clássica em que a regência dá o rumo da frase, quase como um GPS da sintaxe. As outras alternativas erram por troca de sentido ou por alteração indevida da estrutura. A banca da FGV costuma cobrar justamente esse tipo de detalhe fino, em que a substituição precisa ser gramaticalmente e semanticamente equivalente. Aqui, a única forma correta proposta é a da letra D.