“Quem fica olhando o vento jamais semeará, quem fica olhando as nuvens jamais colherá.” Com esse pensamento, condena-se:
- A)a exagerada preocupação com o meio ambiente;
Errada: o provérbio não trata de preocupação ambiental, mas de uma atitude de espera passiva diante da vida.
- B)o desleixo com a produção agrícola;
Errada: a referência à semeadura e à colheita é figurada, não uma crítica ao descuido com a agricultura literal.
- C)a predominância da observação sobre a ação;
Certa: o enunciado condena quem observa demais e age de menos, isto é, a predominância da observação sobre a ação.
- D)a preguiça nas situações de trabalho duro;
Errada: não há foco em trabalho pesado ou em preguiça física, mas em inércia diante da necessidade de agir.
- E)a falta de persistência no trabalho.
Errada: a ideia central não é falta de persistência, e sim a substituição da ação pela espera e pela observação.
Gabarito: C
A frase usa uma imagem bem comum na linguagem proverbial: quem fica só olhando, esperando a hora perfeita, não faz nada e, por isso, não colhe resultado. Em outras palavras, o pensamento condena a passividade, a atitude de quem substitui a ação pela espera ou pela mera observação. Perceba a lógica: sem semear, não há colheita. O provérbio não está falando de ambiente, agricultura no sentido literal, nem de preguiça no trabalho pesado especificamente. Ele critica uma postura mais ampla e mais esperta do que parece: a pessoa que observa demais e age de menos. Por isso, o gabarito é a alternativa C. O sentido do texto é claro: a observação, quando vira desculpa para não agir, impede o resultado. Em provas da FGV, esse tipo de questão costuma exigir que voce leia o provérbio pelo seu valor figurado, e não pela imagem concreta das palavras. Em resumo: olhar o vento e as nuvens é ficar na expectativa, sem iniciativa. O ditado condena exatamente essa predominância da observação sobre a ação, porque resultado bom costuma exigir movimento, e não só contemplação.