O diminutivo em língua portuguesa mostra valores variados. Assinale a frase abaixo em que o diminutivo tem valor afetivo.
- A)Nesse frio, bom mesmo é um cobertorzinho amigo.
Certa: "cobertorzinho amigo" expressa carinho, aconchego e afeto, não apenas ideia de tamanho pequeno.
- B)O governo deseja que a inflação vá embora depressinha.
Errada: "depressinha" indica modo/rapidez, com valor adverbial, e não afeto.
- C)O deputado mostrava em seu pulso um reloginho barato.
Errada: "reloginho" tem tom depreciativo ou irônico, sugerindo um relógio barato e de pouco valor.
- D)Na Europa ocorre agora uma guerrinha suja.
Errada: "guerrinha" aqui passa ideia de minimização ou ironia, não de carinho.
- E)A mobília da boneca tinha apenas duas cadeirinhas.
Errada: "cadeirinhas" indica apenas peças pequenas da mobília, sem valor afetivo.
Gabarito: A
O diminutivo em português não serve só para indicar tamanho pequeno. Ele pode trazer ideia de carinho, ironia, desprezo, intensidade, delicadeza ou mesmo informalidade. Em prova, a banca costuma cobrar esse valor contextual, porque a terminação diminutiva não tem sentido fixo: tudo depende da frase. Quando o diminutivo tem valor afetivo, ele transmite simpatia, ternura, acolhimento ou proximidade emocional. É aquele uso em que a palavra parece vir com um afago. Na frase da alternativa A, "cobertorzinho amigo" sugere um cobertor querido, aconchegante, quase companheiro do frio. Não é apenas um cobertor pequeno; é um cobertor com valor carinhoso. Nas outras opções, o diminutivo cumpre outras funções. Pode indicar modo, como em "depressinha"; pode sugerir desvalorização ou ironia, como em "reloginho" e "guerrinha"; ou pode ser apenas referência a peças menores, como em "cadeirinhas". Por isso, a leitura correta depende do contexto, e não da forma isolada da palavra. Se quiser guardar a regra de forma prática: diminutivo não é sinônimo automático de pequeno. Às vezes ele encolhe o tamanho, mas muitas vezes aumenta a carga emocional. É exatamente isso que acontece na alternativa A.