“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e de repente você estará fazendo o impossível.” Essa frase de São Francisco de Assis nos recomenda que:
- A)desconfiemos daqueles que nos desestimulam;
Errada, porque a frase não fala em desconfiança contra quem desestimula, mas em superação gradual por meio da persistência.
- B)tentemos sempre o impossível;
Errada, porque o texto não manda buscar o impossível de imediato, e sim chegar a ele por etapas.
- C)procuremos avançar com persistência;
Certa, porque expressa a ideia central da frase: avançar com constância até transformar o difícil em alcançável.
- D)sigamos sempre em direção à verdade;
Errada, porque não há referência à verdade, e sim ao processo de ação e superação.
- E)façamos sempre o que estiver a nosso alcance.
Errada, porque fazer o que está ao alcance é só parte do sentido; a mensagem vai além, valorizando a continuidade do esforço.
Gabarito: C
A frase atribuída a São Francisco de Assis traz uma ideia bem típica de interpretação de texto: não basta querer dar um salto enorme de imediato. Primeiro, faz-se o necessário, depois o possível, e só então, com constância e amadurecimento, o que parecia impossível passa a ser alcançado. Em outras palavras, a mensagem valoriza progresso gradual, esforço contínuo e persistência. Na leitura de provérbios e máximas, a banca costuma testar se voce capta o sentido global, e não apenas uma palavra isolada. Aqui, o núcleo da frase não é um convite ao heroísmo instantâneo, mas à caminhada firme, passo a passo. É aquela lógica do "um degrau de cada vez" que, no fim, leva mais longe do que a pressa. Por isso, o gabarito é a alternativa C, porque "procurar avançar com persistência" traduz exatamente a ideia de fazer o necessário, depois o possível, até chegar ao impossível. A frase não promete milagre, ela sugere constância: hoje o que dá, amanhã o que dá um pouco mais, e assim por diante. Em questões da FGV, esse tipo de texto costuma ser interpretado pelo sentido pragmático e inferencial. A banca gosta de respostas que preservem a ideia central sem exageros, sem dramatização e sem trocar perseverança por radicalismo.