Todas as frases abaixo se apoiam em metáforas, que é um tipo de figura de base comparativa, ou seja, que estabelece um ponto de semelhança entre duas coisas. Assinale a opção em que a comparação ou metáfora não está explicada.
- A)Sou como o dólar: mesmo se estiver em baixa, tenho valor.
Está explicada, porque “Sou como o dólar” já apresenta a comparação de forma direta, dizendo em seguida a ideia de valor mesmo na baixa.
- B)Frases leves, como as plumas, que sobem para cair.
Está explicada, pois “como as plumas” esclarece a comparação entre frases leves e plumas, mostrando a semelhança.
- C)O segredo é um perigo, pode destruir vidas.
Está explicada, porque a frase “O segredo é um perigo” explicita a metáfora ao identificar diretamente o segredo como algo perigoso.
- D)Palavras cruzadas são a linguagem em férias.
É a correta, porque a metáfora está apresentada de modo mais livre e sugestivo, sem explicação explícita da comparação.
- E)Um livro é uma janela por onde escapamos da mesmice.
Está explicada, pois “um livro é uma janela” já estabelece a imagem comparativa e ainda indica o sentido de escaparmos da mesmice.
Gabarito: D
Aqui a banca trabalha com metáfora e comparação, isto é, uma forma de dizer uma coisa por meio de outra, destacando uma semelhança. Quando aparece a explicação da imagem, a frase fica mais fácil de “traduzir”: você entende o que está sendo comparado e por quê. É aquele truque de linguagem que dá cor ao texto, mas sem perder o sentido principal. Em várias alternativas, a metáfora ou comparação vem acompanhada de uma explicação explícita, como se o próprio enunciado dissesse ao leitor: “olhe, estou falando disso por semelhança”. Já em outras, a imagem está posta de modo mais direto, sem ser desdobrada em uma equivalência clara. O gabarito é a letra D porque “Palavras cruzadas são a linguagem em férias” traz uma metáfora expressiva, mas sem explicá-la. A frase sugere, por analogia, que palavras cruzadas seriam uma forma lúdica, fora do uso ordinário da linguagem, porém não há uma explicação direta do tipo “porque” ou “isto é”. Por isso, é a única em que a comparação/metáfora não está explicada. As demais alternativas ajudam a identificar a relação de semelhança com algum complemento explicativo, o que afasta a banca da resposta pretendida. Em prova da FGV, vale ficar atento a isso: ela gosta de cobrar a sutileza entre a imagem poética e a imagem já “traduzida” no próprio enunciado.