Assinale a opção que não apresenta uma opinião.
- A)Nunca dispomos de todas as informações para que possamos chegar às melhores decisões.
Há uma avaliação implícita sobre a dificuldade de decidir bem, o que transforma a frase em opinião, não em simples fato.
- B)Antigamente, os casamentos só ocorriam após um período de namoro e uns anos de noivado.
É a única que apresenta uma informação descritiva sobre um costume antigo, sem julgamento pessoal explícito.
- C)Logicamente, tudo muda de figura se o seu time vendeu todos os jogadores craques e ficou com a sobra.
A expressão "logicamente" e a comparação com o time revelam interpretação subjetiva e tomada de posição, portanto há opinião.
- D)O inferno está cheio de boas intenções.
A frase usa linguagem figurada e valorativa, com forte carga opinativa, em vez de uma informação neutra.
- E)As únicas pessoas normais são aquelas que você não conhece bem.
A afirmação generaliza e julga o que seriam pessoas "normais", mostrando claramente um ponto de vista pessoal.
Gabarito: B
A questão trabalha a diferença entre fato e opinião. Fato é algo que pode ser comprovado, mesmo que você não goste dele; opinião é um julgamento, uma avaliação, um ponto de vista, muitas vezes marcado por palavras como "melhores", "normais", "logicamente", "inferno" e afins. Em prova da FGV, vale ficar atento porque ela costuma misturar afirmações aparentemente descritivas com frases que carregam uma visão pessoal ou generalizante. A alternativa B diz: "Antigamente, os casamentos só ocorriam após um período de namoro e uns anos de noivado." Aqui há uma afirmação sobre um costume do passado, apresentada como dado histórico-social. Não há julgamento, elogio, crítica, ironia ou valor subjetivo explícito: a frase pretende informar uma suposta prática antiga. Já as demais alternativas trazem marcas de opinião. Há generalização, juízo de valor, interpretação subjetiva ou linguagem figurada que revela posicionamento do emissor. Por isso, a banca quer que você perceba não só o conteúdo da frase, mas o tom de quem fala. Em leitura de texto, essa é uma habilidade central: separar o que é observação do que é avaliação. Em resumo: a resposta é B porque ela apenas enuncia um costume pretérito, sem emitir apreciação pessoal. As outras alternativas escapam do terreno neutro e entram no campo da opinião, cada uma do seu jeito.