Se colocarmos todas as vírgulas necessárias na frase “Não me importo de me atribuírem todos os pecados do mundo mas por favor não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja.”, a forma correta será:
- A)“Não me importo de me atribuírem todos os pecados do mundo, mas, por favor, não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja.”;
Correta: coloca a vírgula antes de "mas" e isola a expressão intercalada "por favor" com as duas vírgulas necessárias.
- B)“Não me importo de me atribuírem todos os pecados do mundo, mas por favor, não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja.”;
Errada: falta a vírgula depois de "mas" para isolar a expressão "por favor".
- C)“Não me importo de me atribuírem todos os pecados do mundo mas por favor, não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja.”;
Errada: omite a vírgula antes de "mas", separação esperada entre oração anterior e adversativa.
- D)“Não me importo de me atribuírem todos os pecados do mundo, mas por favor, não digam, que eu seria capaz de comer pizza de soja.”;
Errada: a vírgula antes de "que" quebra indevidamente a oração subordinada completiva de "digam".
- E)“Não me importo, de me atribuírem todos os pecados do mundo, mas por favor, não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja. ”
Errada: isola de forma indevida o trecho "de me atribuírem todos os pecados do mundo", que não deve ser destacado por vírgulas.
Gabarito: A
A vírgula, aqui, entra por dois motivos bem clássicos. Primeiro, ela separa a oração coordenada adversativa introduzida por "mas": quando duas ideias se opõem, a pausa gráfica costuma aparecer antes da conjunção. Segundo, "por favor" funciona como expressão intercalada de cortesia, e por isso deve ficar isolada por vírgulas no meio da frase. Na prática, a leitura fica mais natural assim: "Não me importo de me atribuírem todos os pecados do mundo, mas, por favor, não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja." Repare que não se separa "de me atribuírem" por vírgulas, porque esse trecho faz parte da regência de "me importo de" e da complementação do verbo. Também não se coloca vírgula antes de "que eu seria capaz..." nesse caso, porque a oração introduzida por "que" completa o sentido de "digam". A vírgula ali quebraria indevidamente a estrutura sintática. Em provas da FGV, esse tipo de questão costuma cobrar exatamente isso: função sintática das expressões e pontuação coerente com a hierarquia da frase.