Observe a frase: Creio no Deus que fez os homens e não no Deus que os homens fizeram. Nessa frase os termos sublinhados exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas:
- A)sujeito / sujeito.
Errada, porque o primeiro "que" é sujeito e o segundo não é sujeito, mas objeto direto.
- B)objeto direto / objeto direto.
Errada, pois o primeiro "que" não exerce função de objeto direto, e o segundo também não é objeto direto no primeiro trecho.
- C)objeto direto / objeto indireto.
Errada, porque o primeiro "que" não é objeto direto e o segundo não é objeto indireto, mas objeto direto.
- D)objeto direto / sujeito.
Errada, pois o primeiro "que" funciona como sujeito, e o segundo como objeto direto.
- E)sujeito / objeto direto.
Certa, porque o primeiro "que" é sujeito de "fez" e o segundo é objeto direto de "fizeram".
Gabarito: E
Nesta questão, o segredo está em olhar para a oração introduzida por "que" e perguntar: dentro dela, qual papel essa palavra exerce? É um truque clássico de sintaxe: o pronome relativo pode ser sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc., dependendo da função que desempenha na oração subordinada. No trecho "o Deus que fez os homens", o "que" é sujeito de "fez", porque quem fez os homens foi o próprio Deus. Repare: se você completar mentalmente, fica "que fez os homens" = "o Deus fez os homens". Então não há dúvida: aqui, o relativo assume função de sujeito. Já em "o Deus que os homens fizeram", o "que" vira objeto direto de "fizeram", porque agora os homens é que fazem algo com Deus, e o pronome retoma "Deus" como paciente da ação. Em outras palavras, os homens fizeram Deus - estrutura que, do ponto de vista sintático, transforma o relativo em objeto direto. Por isso, o gabarito é a alternativa E: primeiro "sujeito", depois "objeto direto". A banca costuma cobrar exatamente essa leitura funcional do pronome relativo, exigindo que você analise a oração subordinada e não apenas a posição da palavra na frase.