Um escritor francês compôs o seguinte pensamento: “No fim do dia, não lhes perguntaram o que tinham pensado, mas o que tinham feito”. Nesse caso, segundo esse autor,
- A)as ações são mais importantes que os pensamentos.
Certa, porque expressa exatamente a ideia do texto: no julgamento final, as ações valem mais do que os pensamentos.
- B)todos devemos trabalhar todos os dias.
Errada, porque o texto não fala em trabalhar todos os dias, mas em comparar pensamento e ação.
- C)é necessário pensar antes de agir.
Errada, porque a frase não trata de aconselhar reflexão antes do agir, e sim de valorizar o que foi feito.
- D)ações sem reflexão são perigosas.
Errada, porque não há alerta sobre perigos de agir sem refletir; essa conclusão foi acrescentada pela alternativa.
- E)pensar e agir são ações simultâneas.
Errada, porque o autor não diz que pensar e agir ocorrem simultaneamente, mas que o foco está no que se faz.
Gabarito: A
A questão trabalha interpretação de texto com foco na ideia central de uma frase. Quando o autor diz que, ao final do dia, não perguntariam o que a pessoa pensou, mas o que ela fez, ele está valorizando a prática, a ação concreta, e não apenas a atividade mental. Em outras palavras, o pensamento é importante, mas, nesse recorte, o que realmente será cobrado é o resultado das atitudes. A frase tem um tom quase moral: no balanço final, contam mais os atos do que as intenções guardadas na cabeça. Por isso, a alternativa correta é a A. Ela traduz fielmente a mensagem do texto: as ações têm maior peso do que os pensamentos. Note que a questão não exige concordar com o autor, apenas identificar a ideia que ele defende. Em interpretação, você não precisa virar filósofo do sofá, só perceber o que o enunciado está dizendo de verdade. As demais opções extrapolam ou inventam algo que não está na frase. O texto não fala de rotina de trabalho, não alerta para perigo de agir sem pensar, nem diz que pensar e agir acontecem ao mesmo tempo. Ele faz uma oposição simples e direta entre pensar e fazer, dando prioridade ao fazer. Esse tipo de leitura é muito comum em provas da FGV: a banca gosta de uma interpretação fiel, sem enfeite e sem chute poético.