Um comediante disse a seguinte frase: “Adoro a sogra da minha mulher.” Nesse caso, ele está dizendo que adora sua
- A)mãe.
Correta: a sogra da esposa do falante é a mãe dele.
- B)filha.
Errada: filha não tem relação com a expressão usada no enunciado.
- C)cunhada.
Errada: cunhada seria irmã da esposa ou esposa do irmão, o que não corresponde ao parentesco descrito.
- D)tia.
Errada: tia não é a relação indicada pela cadeia de parentesco apresentada.
- E)irmã.
Errada: irmã também não decorre da expressão “a sogra da minha mulher”.
Gabarito: A
A questão brinca com relações de parentesco por afinidade, aquelas que surgem pelo casamento. A “sogra” é a mãe da esposa ou do marido. Se o comediante diz “a sogra da minha mulher”, ele está falando da mãe da esposa dele, ou seja, da própria mãe dele? Não: a “minha mulher” é a esposa do comediante, e a sogra dela é a mãe do marido dela, isto é, a mãe do próprio comediante. É um jogo de linguagem que testa atenção e leitura cuidadosa, bem no estilo FGV. Perceba a lógica: minha mulher = minha esposa; a sogra da minha mulher = a mãe do marido dela. Como o marido dela sou eu, a sogra da minha mulher é minha mãe. Simples na teoria, traiçoeiro na frase. Em questões assim, a banca gosta de montar uma cadeia de parentesco para ver se você se perde no meio do caminho. O segredo é identificar quem é “minha mulher” e depois perguntar: quem é a sogra dela? Isso leva diretamente à mãe do falante. Por isso, o gabarito A está correto. Não é questão de interpretação profunda, e sim de acompanhar a relação familiar até o fim, sem cair na armadilha do enunciado.