Observe o seguinte raciocínio: A gramática portuguesa é de difícil aprendizagem, por isso acho conveniente a contratação de novos professores. Nesse caso, a premissa inicial do raciocínio corresponde a
- A)um fato comprovado.
Errada, porque a frase inicial não apresenta um fato comprovado, mas sim uma avaliação subjetiva.
- B)uma opinião do enunciador.
Certa, pois a afirmação inicial expressa a visão pessoal do enunciador sobre a dificuldade da gramática.
- C)um testemunho de autoridade.
Errada, porque não há citação de especialista, instituição ou fonte reconhecida para sustentar a ideia.
- D)uma dúvida sobre um fato.
Errada, porque o enunciado não manifesta dúvida; ele afirma algo com tom de julgamento.
- E)uma certeza comprovada.
Errada, porque a frase inicial não é uma certeza demonstrada, mas uma opinião pessoal.
Gabarito: B
Neste tipo de questão, você precisa identificar a natureza da afirmação que serve de base para o raciocínio. A premissa inicial é o ponto de partida do argumento, isto é, aquilo que o enunciador apresenta antes de concluir alguma coisa. No exemplo, dizer que "a gramática portuguesa é de difícil aprendizagem" não é um dado demonstrado por prova objetiva no próprio enunciado. É uma avaliação feita por quem fala, uma tomada de posição subjetiva sobre o tema. Em outras palavras, trata-se de uma opinião do enunciador. A conclusão vem depois: "por isso acho conveniente a contratação de novos professores". Perceba o marcador "acho", que reforça o caráter opinativo do raciocínio. Se a base já é uma opinião, a conclusão também nasce dessa visão pessoal, não de uma certeza incontestável. Por isso, o gabarito é a letra B. Em provas de interpretação, a FGV gosta de cobrar essa distinção entre fato, opinião, testemunho de autoridade e certeza. Aqui não há prova apresentada, nem citação de especialista, nem dúvida: há apenas uma avaliação subjetiva usada como premissa.