“Não há nada que demonstre tão bem a grandeza e a potência da inteligência humana, nem a superioridade e a nobreza do homem, como o fato de ele poder conhecer, compreender por completo e sentir fortemente a sua pequenez.” Os termos desse pensamento mostram paralelismo perfeito nos seguintes segmentos:
- A)“Não há nada” / “como o fato”;
Errada, porque “Não há nada” e “como o fato” não apresentam a mesma estrutura sintática nem a mesma função na oração.
- B)“que demonstre” / “de ele poder conhecer”;
Errada, porque “que demonstre” e “de ele poder conhecer” pertencem a construções diferentes, uma com oração relativa e outra com infinitivo verbal.
- C)“a grandeza e a potência da inteligência humana” / “a superioridade e a nobreza do homem”;
Certa, porque os dois trechos têm a mesma organização sintática, com núcleos nominais coordenados e complementos equivalentes.
- D)“poder conhecer” / “compreender por completo”;
Errada, porque “poder conhecer” e “compreender por completo” não são estruturalmente equivalentes: um trecho não repete a mesma formação do outro.
- E)“como o fato de ele poder conhecer” / “compreender por completo e sentir fortemente”.
Errada, porque os segmentos comparados não são paralelos na forma, já que um traz uma construção mais longa e o outro enumera ações de modo diferente.
Gabarito: C
Paralelismo sintático é a ideia de manter estruturas equivalentes dentro de uma frase, para que os termos “andem lado a lado” sem desequilíbrio. Em prova, a banca costuma comparar trechos com mesma função e mesma forma: substantivo com substantivo, verbo com verbo, oração com oração, e assim por diante. Quando há simetria, a leitura fica mais elegante e a construção, correta. Nesta questão, o ponto central está na sequência “a grandeza e a potência da inteligência humana” e “a superioridade e a nobreza do homem”. Os dois segmentos têm a mesma arquitetura: dois substantivos abstratos coordenados por “e”, acompanhados de complementos introduzidos por “da/de”. Ou seja, há correspondência de estrutura, não só de sentido. Isso é o que a banca chama de paralelismo perfeito. As demais alternativas misturam elementos de naturezas diferentes ou com funções diferentes na frase, quebrando a simetria. Em prova de sintaxe, isso é clássico: não basta “parecer parecido”, a forma gramatical precisa espelhar-se com precisão. A FGV adora esse tipo de comparação cirúrgica, então vale treinar o olho para identificar a estrutura, e não apenas o tema do trecho. Por isso, o gabarito é a letra C: os dois segmentos citados reproduzem a mesma construção sintática, com coordenação equivalente e complementação semelhante, formando o paralelismo pedido no enunciado.