Um general, em seu gabinete no interior de um quartel, vira-se para um soldado e diz: – Você pode fazer-me o favor de fechar a janela? Sobre essa frase, assinale a afirmação correta.
- A)Mostra uma forma educada de perguntar algo de forma direta.
Errada: a frase até soa educada, mas não é um pedido direto e sim um comando com aparência de gentileza.
- B)Trata-se de uma ordem disfarçada em pergunta.
Certa: a forma é de pergunta/pedido cortês, mas a intenção real é ordenar que a janela seja fechada.
- C)Indica a necessidade de uma informação.
Errada: não há necessidade de obter informação, porque o general não quer saber nada, quer uma ação.
- D)Demonstra a subordinação do soldado ao general.
Errada: embora o contexto hierárquico exista, a frase não descreve a subordinação do soldado, e sim um ato de fala com ordem indireta.
- E)Revela uma exclamação em forma de pergunta.
Errada: não se trata de exclamação, pois a frase tem estrutura interrogativa e função pragmática de ordem.
Gabarito: B
A frase parece uma pergunta, mas, na prática, não está pedindo informação. O general já sabe a resposta: ele quer que a janela seja fechada. Isso é muito comum na língua portuguesa, especialmente quando alguém usa uma pergunta cortês para suavizar uma ordem ou um pedido. Em vez de dizer algo seco como "Feche a janela", a fala vem com aparência educada, mas a intenção continua sendo de comando. Esse tipo de construção é chamado de ato de fala indireto: a forma gramatical é de pergunta, mas a finalidade comunicativa é outra. Aqui, o contexto manda mais do que a pontuação. Como quem dá a ordem é um general e quem recebe é um soldado, a leitura fica ainda mais clara: não é busca de informação, e sim uma ordem disfarçada de gentileza. Por isso, o gabarito é a letra B. A frase usa a aparência de um pedido cortês para realizar um comando. Em provas da FGV, essa diferença entre forma e intenção é muito cobrada, porque a banca adora testar se você lê o texto além da casca gramatical.