Assinale a opção que mostra uma visão positiva da velhice.
- A)Não paramos de nos divertir por ficarmos velhos. Envelhecemos porque paramos de nos divertir.
Errada, porque associa velhice à perda da diversão e vira a frase de cabeça para baixo, sem apresentar uma visão claramente positiva da idade avançada.
- B)Nos olhos do jovem arde a chama. Nos olhos do velho brilha a luz.
Certa, porque opõe juventude e velhice com imagens favoráveis ao idoso, atribuindo à velhice luz, isto é, sabedoria e valor próprio.
- C)Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse....
Errada, porque expressa um ditado sobre diferença entre saber e poder, mas não traz uma visão positiva da velhice em si.
- D)Envelhecer é o preço que temos de pagar se quisermos continuar vivos.
Errada, porque apresenta o envelhecimento como preço inevitável da vida, ideia neutra ou até resignada, e não como valorização da velhice.
- E)A velhice tem suas vantagens, claro. Só resta descobrir quais são.
Errada, porque o tom é irônico e ambíguo, sugerindo dúvida sobre quais seriam as vantagens da velhice, sem elogio direto.
Gabarito: B
A questão trabalha interpretação de texto com foco no tom da afirmação, isto é, se a ideia passada é otimista, pessimista ou neutra. Em prova da FGV, isso costuma aparecer em frases curtas, quase como ditados ou máximas, em que você precisa perceber a visão de mundo por trás da construção. Aqui, o segredo é observar se a velhice aparece como perda, limitação, ganho ou amadurecimento. A alternativa correta é a B porque contrapõe dois momentos da vida de forma positiva: no jovem, “arde a chama”, imagem de energia e impulso; no velho, “brilha a luz”, imagem de sabedoria, serenidade e clareza. Ou seja, a velhice não é mostrada como decadência, mas como uma fase que traz brilho próprio, associado à experiência e à reflexão. Perceba que a frase não diz apenas que o velho tem menos fogo do que o jovem. Ela troca a ideia de intensidade pela de iluminação. E isso muda tudo: chama é movimento, luz é orientação. Em linguagem de prova, a velhice é valorizada, não depreciada. Não há fundamento legal ou jurisprudencial aplicável aqui, porque a questão é de interpretação literária e semântica, não de norma jurídica. O que manda é a leitura do sentido global e do efeito das imagens usadas pelo autor.