Nas frases abaixo, houve a substituição do advérbio “onde” por um substantivo; assinale a frase em que essa substituição foi feita de forma inadequada.
- A)O estreito de Gibraltar é por onde se entra no Mediterrâneo / o estreito de Gibraltar é a entrada no Mediterrâneo.
Certa: “onde” foi bem substituído por “a entrada”, que expressa corretamente o ponto de acesso ao Mediterrâneo.
- B)Este edifício é onde está instalado o TSE / este edifício é a sede do TSE.
Certa: “onde” corresponde adequadamente a “a sede”, mantendo a ideia de lugar de instalação.
- C)O Palácio de Buckingham é onde vivem os reis da Inglaterra / o palácio de Buckingham é a residência dos reis da Inglaterra.
Certa: “onde” foi trocado com naturalidade por “a residência”, substantivo que conserva a noção de moradia.
- D)Os motoristas puseram uma cruz onde ocorreu o acidente / os motoristas puseram uma cruz na localização do acidente.
Errada: “na localização do acidente” soa inadequado e pouco idiomático; o substantivo não corresponde bem ao valor de lugar indicado por “onde”.
- E)Eu gostaria de saber para onde vai essa mercadoria / eu gostaria de saber o destino dessa mercadoria.
Certa: “onde” foi substituído corretamente por “o destino”, que preserva a ideia de direção ou finalidade.
Gabarito: D
A palavra “onde” indica lugar, real ou figurado, e muitas vezes pode ser trocada por um substantivo de valor locativo: entrada, sede, residência, destino, local, etc. Em prova, a banca gosta de testar se essa troca mantém o sentido e a regência da frase. Se a substituição ficar artificial, semântica ou gramaticalmente estranha, a alternativa cai por terra. Nas opções A, B, C e E, a passagem de “onde” para um substantivo funciona bem: “entrada”, “sede”, “residência” e “destino” preservam a ideia de lugar ou direção. Já na letra D, a frase fala do ponto em que aconteceu o acidente, e dizer “na localização do acidente” soa inadequado, pesado e pouco natural. O substantivo esperado seria algo como “local” ou “lugar”, não “localização”, que aqui fica com cara de tradução burocrática. Ou seja, o erro da questão está menos na ideia de lugar e mais na escolha do substantivo. A substituição precisa ficar idiomática, não só “tecnicamente possível”. Em gramática de concurso, não basta estar perto do sentido - tem que encaixar como peça certa no lugar certo.