Entre as frases abaixo, aquela que possui um erro gramatical, é:
- A)Respeitemos os lugares-comuns; lembremo-nos sempre que eles já foram ideias originais;
Errada, porque o verbo "lembrar-se" exige a preposição "de", devendo ocorrer "lembremo-nos de que...".
- B)A carreira artística é difícil porque tem muitos obstáculos;
Certa, pois a oração está bem construída e a regência de "difícil porque" não apresenta problema.
- C)Cheguei à conclusão, talvez um pouquinho tarde, de que os discursos devem ser curtos;
Certa, pois a expressão "cheguei à conclusão de que" está correta e a crase foi bem empregada.
- D)Definir é cercar com um muro de palavras um terreno baldio de ideias;
Certa, porque a frase é uma construção de efeito estilístico sem desvio gramatical.
- E)Quando a desculpa é gaguejada, é porque a explicação está errada.
Certa, pois a oração está bem formada e não há erro de concordância, regência ou pontuação.
Gabarito: A
A questão cobra regência verbal e construção correta com verbos pronominais. Em português culto, alguns verbos pedem preposição para introduzir a oração subordinada, e isso não é detalhe: é regra de regência. O verbo "lembrar-se" exige a preposição "de" quando tem complemento oracional, como em "lembremo-nos de que...". Na alternativa A, há o deslize clássico: "lembremo-nos sempre que". O correto é "lembremo-nos sempre de que eles já foram ideias originais". O verbo "lembrar-se" rege a preposição "de", e a oração introduzida por "que" depende dessa preposição. Sem ela, a construção fica fora da norma padrão. As demais frases estão corretas do ponto de vista gramatical e soam naturais na língua culta. A banca da FGV gosta muito desse tipo de cobrança: não é erro de sentido, é erro fino de regência, daqueles que passam batido para quem lê apressado. Em resumo: quando o verbo pede preposição, ela não pode desaparecer no meio do caminho. É o tipo de falha pequena, mas suficiente para derrubar a frase na norma-padrão.